Monica Iozzi Instagram – A cineasta afegã Sahraa Karimi, que publicou carta aberta em redes sociais chamando atenção para o que pode acontecer aos artistas (e ao patrimônio cultural) e às mulheres no país com a tomada do poder pelo Talibã, é diretora de “Hava, Maryam, Ayesha” representante do Afeganistão no Oscar de 2020. O filme está em cartaz, infelizmente apenas no Cinema da Fundação, em Recife, mas em breve deve estar disponível no streaming da @imovision . “Hava, Maryam, Ayesha” é um caso raro de produção feita por mulheres, rodado no país e com atrizes locais e conta a história de três mulheres grávidas de origens sociais diferentes que vivem em Cabul.
Outras duas realizadoras afegãs que merecem atenção são Saba Sahar primeira mulher a dirigir filmes no Afeganistão (que sofreu um atentado no ano passado) e Roya Sadat que representou o país no Oscar em 2018 com o filme “A letter to the president” sobre uma mulher presa por lutar contra punições brutais para mulheres.
Lembrando que na sua gestão, o Talibã promovia apedrejamento de mulheres, acusadas de adultério, proibia meninas de frequentarem escolas, só permitia que saíssem nas ruas acompanhadas por alguém do sexo masculino e vestidas de burcas que às vezes nem deixava à vista os olhos.
Outra dica de filme que deixo aqui é o belíssimo “Os olhos de Cabul” das diretoras francesas Eléa Gobbé-Mévellec e Zabou Breitman que se passa em Cabul sob as rígidas leis do Talibã que subjuga as mulheres e interfere violentamente na vida dos cidadãos. A animação pode ser vista no streaming da @vitrine_filmes gratuitamente por 24hs.
Via a maravilhosa @simonezuccolotto ! | Posted on 17/Aug/2021 23:40:58



