Dentro da paisagem.
Obrigada @deltatur.pt pela experiência deliciosa: conforto, simpatia e o meu douro.
Para repetir! 🩵 Pinhão – Douro Vinhateiro
Ancede (Baiao)
Ancede (Baiao)
Ancede (Baiao)
Ancede (Baiao)
Ancede (Baiao)
Ancede (Baiao)
Ancede (Baiao)
Ancede (Baiao)
Ancede (Baiao)
Ancede (Baiao)
Há lugares que nos beijam como se tivessem boca – e o Alexandre O’Neill que me perdoe a brincadeira, mas não estou a brincar. Talvez seja porque tenho aqui as minhas raízes mais profundas. Parte da minha família ainda vive aqui, e os que já partiram vão sempre ter o rosto deste rio. Chego ao douro e sabe logo a colo da avó, que já não está; às lágrimas tímidas do avô sempre que voltávamos para lisboa. Este rio é Casa e colo e coração. Embala-me e beija-me e cheira a saudade – como alfama para os fadistas, que também sou, que isto quando se foi é-se sempre. Como no amor. Não acaba. Transforma-se, ou arruma-se em sítios, mas está sempre lá quando o quisermos revisitar. Este rio é a minha família, e a minha família sou eu. Estamos aqui todos. Um dia hei-de ter aqui uma casa, já que sempre tive aqui morada.
E depois a beleza, a magia da magnificência destas montanhas, que é real, brutal e desarmante. Não sei quanto a vocês, mas acho bonito e necessário sermos desarmados de vez em quando. 🩵 Rio Douro