André Gabeh Instagram – Mais um “caso isolado” de racismo em um aeroporto brasileiro.
Dona Vilma Nascimento, uma baluarte da cultura brasileira, foi obrigada a abrir sua bolsa, porque uma agente de segurança branca decidiu que aquela mulher negra, ali, só poderia estar roubando.
Não adianta ser uma referência.
Não adianta ser conhecida.
Não adianta ter condições financeiras.
Não adianta ter acabado de receber uma homenagem por ser alguém importante para a Cultura.
Não adianta nada.
O que acontece é: se você é negro você sofrerá preconceito, porque o racismo é parte fundamental do tecido constitutivo de nossa sociedade e é um instrumento seletor fundamental em alguns ambientes. Em alguns lugares parece que se não houver racismo não se sinalizará o privilégio da branquitude, porque é preciso que fique bem claro que aquele lugar pertence a certas pessoas e exclui outras. Lembram quando certas madames disseram que estavam incomodadas por encontrarem os filhos dos porteiros nos mesmos lugares que elas? Pois é. Coisa isoladíssima.
Eu já fui parado em duas revistas aleatórias em aeroportos. Nas duas vezes estive em filas imensas, imeeeeeeensas, nenhum branco caiu na revista aleatória, mas eu, por uma “coincidência” incrível, fui parado duas vezes em voos diferentes. E não tenho uma “voabilidade” tão constante pra que um número desses seja irrelevante. Mas sabem o que é interessante? O histórico de revistas aleatórias em passageiros negros é muitíssimo maior que o de passageiros brancos. Coincidência, né? Coisa isoladissimíssima.
O que fazer?
O que?
Ainda bem que racismo não existe, que somos todos iguais e que eu sou a Rapunzel de biquíni da Pucca e pantufas da Helô Kitty, dançando ENVOLVER da Anitta no meio da Estrada do Portela ao meio dia.
Desejo sucesso. | Posted on 24/Nov/2023 07:29:24



