Catarina Furtado Instagram – Tenho um sorriso, porque apesar dos dados recolhidos pelo @unfpa no Relatório sobre População e Desenvolvimento, hoje apresentado em todo o mundo, acredito que vamos fazer MAIS e MELHOR pelas pessoas deixadas ainda MAIS para trás, cujos direitos, têm sido sistematicamente violados, esquecidos, ignorados: as raparigas e as mulheres.
Haja vontade política e investimentos na igualdade de género e na saúde e direitos sexuais e reprodutivos, essenciais para garantir um futuro mais justo e com retornos económicos significativos!
“VIDAS ENTRELAÇADAS, FIOS DE ESPERANÇA: ACABAR COM AS DESIGUALDADES NA SAÚDE E NOS DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS “,é o relatório, que eu hoje também apresentei enquanto Embaixadora de Boa Vontade.
Apenas alguns dados (outros partilhei na crónica que escrevi hoje no @publico.pt mas o relatório estará acessível no site da @pdfactor):
O Relatório vem lembrar os avanços:
– A taxa de gravidez não intencional caiu quase
20%;
– Mais de 60 países aumentaram o acesso ao aborto seguro;
– Mais de 160 países aprovaram leis contra a violência doméstica;
– Duplicou o número de mulheres que usam contraceção.
– E desde 2020 as mortes maternas diminuíram 34% e a taxa de gravidez adolescente caiu um terço.
Mas o Relatório vem também, e sobretudo, alertar e apelar à ação!
O progresso não foi suficientemente rápido, nem chegou a todas as pessoas:
– A violência baseada no género continua em todos os países.
– Desde há oito anos que não se regista uma redução da mortalidade materna e, num número alarmante de países, as taxas estão mesmo a aumentar.
São cerca de 800 mulheres a morrer todos os dias por razões associadas à gravidez e parto e quase todas essas mortes são evitáveis.
– Um quarto das mulheres não pode dizer NÃO a sexo com o marido/ parceiro.
– Cerca de metade das mulheres não pode tomar decisões sobre a sua saúde e 1 em cada 10 não pode escolher métodos contracetivos.
A causa? A desigualdade!
As diferenças de poder e de oportunidades relacionadas com género, situação económica, etnia, orientação sexual e deficiência, são barreiras que limitam drasticamente as escolhas.
A verdade é que sabemos como fazer diferente.
É querer fazer com empatia! | Posted on 18/Apr/2024 00:18:56



