José Raposo Instagram – Ontem fez 3 anos que o CARLOS MIGUEL nos deixou. Nos últimos anos fui à sua casa na aldeia do Granho por algumas vezes, no período em que deixou de representar devido a um cancro nas cordas vocais, para o visitar e tentar convencê-lo a ter, por pequeníssimas que fossem, participações em espectáculos produzidos por mim! Tenho essa frustração de só ter contracenado com ele num programa de Natal da RTP… Admirava o seu jogo corporal em cena, a sua mímica, o timbre de voz único, as características que só nascem com os cómicos natos deste fantasioso mundo “chaplinesco” a que ele pertencia! O Carlos foi mais uma vítima do rótulo que o nosso meio artístico atribuiu aos cómicos fantasistas que resistiam nas revistas e nas comédias do Parque Mayer, definindo-os como “actores fáceis”! Tão injusta essa apreciação, quanto a mim carregada de preconceito! Tomara eu por exemplo ter nascido com características burlescas como as do Carlos! Tenho talento mas, sem falsa modéstia, gostava de ter nascido “cómico nato”, um “chaplinesco”! Mas voltamos sempre ao que realmente interessa : o público adorava-o, idolatrou-o! Na sua cremação em Almeirim estavam 2 pessoas do meio artístico – eu e o Marlo José, que nos juntámos à viúva e mais uns 6 familiares… quer se queira quer não, nestes momentos lembramo-nos dos milhares e milhares de espectadores que faziam bicha da bilheteira dos teatros do Parque Mayer até à Praça da Alegria para o irem ver, em espectáculos que estavam 2/3 anos em cena, nos anos 80/90! Fica a minha homenagem.
Notícia da Lusa de 19/6/2021 :
“Morreu Carlos Miguel, o actor de comédia que foi o Fininho do concurso “1,2,3”. O actor Carlos Miguel, nome da comédia e do teatro de revista, conhecido como O Fininho, do antigo concurso “1, 2, 3″ da RTP, morreu hoje, em Santarém, aos 77 anos, disse à agência Lusa fonte familiar. Um cancro nas cordas vocais, em 1998, afastou-o da profissão e de Lisboa, onde nascera, para se fixar numa aldeia do Ribatejo.
Numa entrevista à RTP, em 2010, que o levou de novo aos cenários do teatro de revista em Portugal, então desabitados, Carlos Miguel recordou “Lisboa, Tejo e Tudo”, de César de Oliveira, como a sua produção preferida.(cont.com.) | Posted on 20/Jun/2024 08:06:23
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