Pedro Ribeiro Instagram – Nós, nos feriados, revezamo-nos. Calhou ser eu a fazer este.
Naquele casulo íntimo, que é um estúdio de rádio sem mais ninguém, só eu, o microfone, os auscultadores, uma luz vaga.
Eu quase nunca tenho esta oportunidade, na verdade. Faço rádio com mais três ou quatro pessoas em estúdio. E o TNT, ao fim de semana, é gravado.
Ter 4 horas de rádio em modo original, só eu, a música e ouvintes, foi um bálsamo.
Eu adoro as Manhãs e a equipa, claro, mas isto é diferente. É a essência de quem foi escolhido por esta profissão. Falar na rádio. Sentir que se chega às pessoas. Conseguir surpreende-las, emocionar por vezes, fazer sorrir ou comover. Encontrar a magia, intacta. Tão pura como quando eu comecei a ouvir rádio na sala lá de casa, tinha 5 ou 6 anos.
O mesmo encantamento, pueril e límpido, de quem sabe bem que adora o que faz, e tem a sorte de o fazer.
Naquelas quatro horas, fui tão feliz. Não deixei que as preocupações, frustrações e inquietações do dia a dia tivessem qualquer hipótese. Desfrutei dos pormenores que só quem faz rádio entende. Um timing de improviso que sai perfeito. Um ouvinte que nos mostra que percebeu uma subtileza qualquer. Pessoal a cantar a música que escolhi, mostrando-me que acertei na mouche. Alegria que nasce naquele estúdio, e chega onde esteja alguém a ouvir. E está toda a gente junta, de outra maneira. O que eu cantei, aos berros, sozinho no estúdio. Tão bom.
Um dia, quando eu já cá não estiver, alguém se lembrará, eventualmente, de mim, e dirá algo como “ah, sim. Era um gajo da Rádio.”
Não anseio por um legado diferente. Só quero ter ainda muitos anos para sentir aquele raio de energia boa que nos percorre o corpo quando, num dado momento de uma emissão de rádio, desligamos o microfone e pensamos: “yeah, que fixe que isto foi!”
Voltei para casa tão contente.
Estava sol firme, e céu azul. Rádio Comercial | Posted on 09/Apr/2023 00:31:23
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Naquele casulo íntimo, que é um estúdio de rádio sem mais ninguém, só eu, o microfone, os auscultadores, uma luz vaga.
Eu quase nunca tenho esta oportunidade, na verdade. Faço rádio com mais três ou quatro pessoas em estúdio. E o TNT, ao fim de semana, é gravado.
Ter 4 horas de rádio em modo original, só eu, a música e ouvintes, foi um bálsamo.
Eu adoro as Manhãs e a equipa, claro, mas isto é diferente. É a essência de quem foi escolhido por esta profissão. Falar na rádio. Sentir que se chega às pessoas. Conseguir surpreende-las, emocionar por vezes, fazer sorrir ou comover. Encontrar a magia, intacta. Tão pura como quando eu comecei a ouvir rádio na sala lá de casa, tinha 5 ou 6 anos.
O mesmo encantamento, pueril e límpido, de quem sabe bem que adora o que faz, e tem a sorte de o fazer.
Naquelas quatro horas, fui tão feliz. Não deixei que as preocupações, frustrações e inquietações do dia a dia tivessem qualquer hipótese. Desfrutei dos pormenores que só quem faz rádio entende. Um timing de improviso que sai perfeito. Um ouvinte que nos mostra que percebeu uma subtileza qualquer. Pessoal a cantar a música que escolhi, mostrando-me que acertei na mouche. Alegria que nasce naquele estúdio, e chega onde esteja alguém a ouvir. E está toda a gente junta, de outra maneira. O que eu cantei, aos berros, sozinho no estúdio. Tão bom.
Um dia, quando eu já cá não estiver, alguém se lembrará, eventualmente, de mim, e dirá algo como “ah, sim. Era um gajo da Rádio.”
Não anseio por um legado diferente. Só quero ter ainda muitos anos para sentir aquele raio de energia boa que nos percorre o corpo quando, num dado momento de uma emissão de rádio, desligamos o microfone e pensamos: “yeah, que fixe que isto foi!”
Voltei para casa tão contente.
Estava sol firme, e céu azul. Rádio Comercial
Pedro Ribeiro Instagram – Nós, nos feriados, revezamo-nos. Calhou ser eu a fazer este. Naquele casulo íntimo, que é um estúdio de rádio sem mais ninguém, só eu, o microfone, os auscultadores, uma luz vaga. Eu quase nunca tenho esta oportunidade, na verdade. Faço rádio com mais três ou quatro pessoas em estúdio. E o TNT, ao fim de semana, é gravado. Ter 4 horas de rádio em modo original, só eu, a música e ouvintes, foi um bálsamo. Eu adoro as Manhãs e a equipa, claro, mas isto é diferente. É a essência de quem foi escolhido por esta profissão. Falar na rádio. Sentir que se chega às pessoas. Conseguir surpreende-las, emocionar por vezes, fazer sorrir ou comover. Encontrar a magia, intacta. Tão pura como quando eu comecei a ouvir rádio na sala lá de casa, tinha 5 ou 6 anos. O mesmo encantamento, pueril e límpido, de quem sabe bem que adora o que faz, e tem a sorte de o fazer. Naquelas quatro horas, fui tão feliz. Não deixei que as preocupações, frustrações e inquietações do dia a dia tivessem qualquer hipótese. Desfrutei dos pormenores que só quem faz rádio entende. Um timing de improviso que sai perfeito. Um ouvinte que nos mostra que percebeu uma subtileza qualquer. Pessoal a cantar a música que escolhi, mostrando-me que acertei na mouche. Alegria que nasce naquele estúdio, e chega onde esteja alguém a ouvir. E está toda a gente junta, de outra maneira. O que eu cantei, aos berros, sozinho no estúdio. Tão bom. Um dia, quando eu já cá não estiver, alguém se lembrará, eventualmente, de mim, e dirá algo como “ah, sim. Era um gajo da Rádio.” Não anseio por um legado diferente. Só quero ter ainda muitos anos para sentir aquele raio de energia boa que nos percorre o corpo quando, num dado momento de uma emissão de rádio, desligamos o microfone e pensamos: “yeah, que fixe que isto foi!” Voltei para casa tão contente. Estava sol firme, e céu azul. Rádio Comercial
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