Publiquei essa minha história no “tuíter” e ela teve quase um milhão e meio de visualizações. O pessoal do @atoresdadepressao publicou por aqui e eu também resolvi postar no meu perfil.
Sabe onde tem mais histórias melhores e como essa? No meu livro NUNCA FOI SORTE SEMPRE FOI MACUMBA. Já leu? Leia.
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#artistasuburbanoreflexivo
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As pessoas pensam que estamos lutando pra casar de véu e grinalda em suas igrejas que desde sempre nos rejeitam. Queremos coisas mínimas tais quais: poder visitar um cônjuge internado num hospital, compartilhamento de benefícios trabalhistas que só casados possuem e etc.
Nunca estivemos do mesmo lado, que bom que pelo menos agora isso é óbvio, evidente e inegável. As pessoas que obstruem direitos civis são as mesmas que fomentam a guerra, todas as guerras, a injustiça, a misoginia, a xenofobia…Que bom que agora ninguém precisa mais fingir que está de mãos dadas com tantos tenebrosos.
(Estou com a cara inchada, né? Alergia)
Na verdade, eu até sou um mentiroso, mas tenho critérios. O que não existiu, não existiu, o que existiu, existiu. Simples assim.
Mas é uma pena você contar uma história e ao invés de haver uma apreciação do que está sendo contado há um julgamento sobre a idoneidade do escritor que, no caso, sou eu um artista que trabalha com a ficcionalização de uma cultura Suburbana familiar e afetiva. Eu não minto, mas minto também porque é preciso colocar glacê brilhoso no bolo que já tem sete recheios e doze sabores de massa e decoração do Patati Patatá, porque pra gente sempre dá pra ficar um pouco mais espetaculoso.
Deu pra entender? Não? Eu não sou mentiroso, sou escritor.
Desejo sucesso.
Namasterê! O erê que mora em mim saúda o erê que mora em você.
Que os Seres Abençoadores soprem seu ori com Axé novo, brilhoso, delicioso e bem afortunado.
Que dentro de você sempre haja uma fonte de juventude e auto-cura.
Que haja luz.
Que haja abundância do que for melhor, que você saiba o que fazer, que você tenha calma e capacidade de transformar as adversidades, que sua alma se recupere rápido e sabiamente de todas as intempéries. Que pra cada lágrima haja um milhão de sorrisos. Que nada te falte e que surpresas maravilhosas te encontrem quando você estiver distraído.
Que sua saúde brilhe como uma maçã na mão bondosa de alguém que te ama.
Que essa benção se confirme no seu corpo em forma de arrepio.
Te desejo tudo isso diante dos meus antepassados, enrolado no tecido feito das tramas da saudade com o porvir. Estamos aqui, mas também estamos correndo nos campos astrais onde todos temos brilho intenso nos olhos e asas nos pés.
Estrelas de jujuba, aurora boreal de mel, nuvens de suspiro. Caruru em abundância. Que tudo exista e se manifeste.
Axé!
Salve!
P.s: Sim, essa criança sou eu. Ainda nos somos. No Paraíso
Vem de inbox, gente! Vem que o agiota já bateu na minha porta umas cinco vezes e só tenho minha mãe pra vender, mas não vendo porque sou apegado.
R$ 116 reais os três livros. Mas vendo separado também, só preciso recalcular o frete.
Vem de inbox
Eu não sabia que se podia sonhar. Vivi uma infância paradoxalmente onírica, mas sem margem para a construção de um porvir além da realidade imediata.
A vida ao meu redor era sólida e com todas as coisas, inclusive caos e fúrias, encaixadas organicamente. Entendi que me cabia resistir até me dissolver naquele caldo.
Pra isso inventei meu universo. Na verdade criei um sistema solar cuja estrela central era minha inadequação e ao redor dela giravam meus medos e silêncios. Na fricção dessas órbitas surgiram meus ruídos e faíscas. Ali fui muito cioso de meu cosmos. Eu me criei pra me proteger e não pra ser invadido e destroçado por tropas piratas de outras galáxias. Eu me incubei dentro de um útero de fibra de Murano.
Mas eu não sonhava. Mantinha meu brilho e tentava emular uma força gravitacional, mas não sonhava. Não sabia que havia uma outra margem para aquele oceano que me engolia.
Não sonhei em fazer sucesso, com uma carreira, com Paris, com o primeiro beijo, com um cachorro chamado Benji, com uma casa de praia, com dinheiro no bolso ou saúde pra dar e vender.
Eu só aumentava os planetas que meu caos erodia de mim mesmo. E as coisas ficavam estranhas e bonitas dentro da minha cabeça.
Quando eu descobri que se podia ser um cantor, um artista, um escritor… Quando descobri que era possível se organizar para ver o sol nascer no Zimbábue… eu já usava minhas asas coloridas como muletas. Não sabia que era possível voar, não imaginava que se pudesse se estipular um destino e correr pra ele, por ele. Nele.
Hoje sou um dodô de mim mesmo: troncho e sólido como um caco de vidro cravado no cerebelo. Extinto. Minhas asas se encurtaram de tanto não voar. Fui devorado por Dingos e minha permanência se dá no vermelho de meu sangue em seus dentes.
Sonho muito. Mas sempre acordo sabendo que muitas das coisas só são minhas dentro do éter do imaginário. As Ilhas Maurício me conhecerão quando as geleiras do Kilimanjaro chorarem groselha. Paris talvez me veja na video chamada de um amigo que de lá me chama pra compartilhar uma epifania. A sombra do Baobá me abracará em uma exposição alternativa sobre o Pequeno Príncipe.
Mas sonho. Sonho porque durmo.
Foto de @sandralopesf
Eu romantizo meus chãos. Cascadura é um chão meu. Volto ali e, na quentura do asfalto da Sidônio Paes, eu lembro de mim. Lembro de mim espantando com a unha grotesca do vendedor de ervas que já não existe, me lembro de mim com o fio de suor escorrendo sob a camisa do uniforme enquanto esperava meu 685 pra estudar no Nossa Senhora da Piedade, lembro de mim transpondo os portais da Papelaria Aliados que tinha saída pra duas ruas diferentes, lembro de mim vendo a casa rosa cheia de bichos e anões de jardim com a Branca de Neve chorando limo no meio do jardim luxuriante, lembro de mim comprando meu primeiro tarô na casa de macumba dos irmãos calvos, lembro de mim comprando o doce de leite imenso na extinta barraca de doces em frente a também extinta farmácia 24 horas…
E lembro do sol a pino.
Cascadura é uma das casas do sol, um dos lugares onde o sol é mais pontudo. Viver em Cascadura é fazer fotossíntese. Ainda tenho essa sol nas unhas.
Hoje moro na Praça Seca, mas lá é um dos lugares onde me encontro nas frestas, nas sombras, nos pardais…
Pra renovarmos nosso pacto de afeto, toda vez que visito o bairro guardo uma fome grande pra comer o pastelão do Rico’s. Dois pedaços que como devagarinho. Meus vendedores Queer já não estão lá, os sabores tem outras nuances, mas ele está lá. Ainda. Eu também ainda estou lá. Ainda.
Como com a aura e renovo meus votos. E fico feliz sem alarde nenhum.
#Cascadura
#OMeuLugar
#Food Cascadura,rj
@eliana.pittman é uma maravilhosidade.
Acho que está mais do que na hora dessa deusa ter mais reconhecimento, não concordam?
Vocês conhecem o talento, versatilidade e história dessa mulher? Já ouviram as maravilhas que ela faz com a voz. Sabem da importância dela? Pois saibam.
É uma alegria e uma honra ser contemporâneo de tão grande artista.
Maravilhosa.
Relevante.
Uma referência!
Vamos dar flores e homenagens aos nossos contemporâneos. Ubuntu efetivo e objetivo. Sankofa na prática.
Axé.
#Arte #Musica #Art #Music #jazz #mpb #mulhernegra
Hoje é dia de SÃO FRANCISCO DE ASSIS e há quatro anos, em um Outubro luminoso e outonal da Itália estava eu, pobríssimo, mas cheio de pose, em Assis, terra de São Chiquinho o lindo amigo dos bichinhos.
Lembram dessa viagem? Foi um presente de amigos maravilhosos e só pude estar lá graças a eles e às pessoas que contribuíram com um little cow que fiz pra não ir viajar sem dindin. Sou muito grato até hoje. Pobre? Sim. Mas na Itália.
Deu tudo certo e meus amigos são tão generosos que vivi dias de realeza. Um brinde aos que alegram os outros intencionalmente.
Lembro da paz desse lugar, da gentileza das pessoas, dos vendedores educadíssimos. De andar por lugares tão cheios de história. Desse céu de um azul em síntese. Da temperatura carinhosa. Passarinhos muito alheios a nossa mediocridade voavam por entre as mundanidades.
Tudo lindo de fazer sorrir.
Na foto minha performance mundial conhecida como #andrétombado #andretombado #andrétombadopelomundo Cliquem na hashtag e conheçam outras imagens.
Que saudade de viajar pelo mundo.
@luciobr te amarei para sempre. Assis, Italia
Eu sou uma pessoa aleatória, randômica, pitoresca. Poderia cantar de um tudo diante das pirâmides, mas meu espírito burlesco palhaço piranhista escolheu um LOVIN YOU safado, porque sou de carnes safadas, sangue latino e alma nada cativa. Tenho as highnotes, tá? Me respeita que eu sou um rouxinol. Piupiupiu
Essa viagem foi de uma delícia ímpar. Estava mais feliz que gato derrubando copo de vidro. Tudo era uma chuva de sorrisos e afetos e a beleza de cada coisa se dependurava dentro dos meus olhos.
Eu sou do mundo, pena que minha conta Itaú não sabe disso (essa viagem foi presente). Mas onde fui eu realmente estive e é desse jeito que retribuo a benção de poder ter ido.
Durante o dia postarei alguma outra imagem desse #TBT faraônico, literalmente.
#artistasuburbanoreflexivo
#singer #music #musik #musica #art شارع الهرم، الجيزة، مصر The pyramids St, Giza, Egypt
Acabei de ler LÁ DE ONDE VENHO do querido e ótimo @flaviobmota
Livro curtinho, leve como um arrotinho de fada e cheio de amor que nem colo de avó.
Os contos de Flávio são uma declaração de amor ao subúrbio carioca e um carinho que ele faz na própria juventude e na juventude de todos nós suburbanos que tanto conhecemos e estamos mergulhados nessa cultura atual, mas muito cheia de nostalgia.
Os Bairros de Quintino, Piedade, Engenho de Dentro e Encantado estão em destaque nessa obra e através da escrita observadora de Flávio descobrimos peculiaridades interessantes, instigantes e divertidas sobre os bairros. Sabia que no Engenho de Dentro há um time de basquete chamado CLUBE INTRUSOS BASKETBALL?? Pois fique sabendo e leia o livro de Flávio pra saber mais sobre essa relíquia.
Uma leitura rápida e prazerosa.
Conheçam o autor.
LÁ DE ONDE VENHO
Autor FLÁVIO BRAGA
editora CAMINHOS
#livros #literatura #book #ler #suburbio Encantado Rj
🎶🥁#SamBay AO VIVO no Mourisco Mar recebendo @euandregabeh! ✨ #Sambay, a nossa roda de samba!🍻🏳️🌈🏳️⚧️
📸 @gabinettooo
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