Diana Nicolau Instagram – Cambodja, és pesado.
Pesa em ti um passado recente de um g3nocídi0 e das marcas que isso deixou nas cidades, nas famílias, na economia, na sociedade e na cultura. Na gentes.
Sinto-me pesada e assoberbada com tanta história e tanto horror que já ouvi e vi. Optei por não partilhar fotos sobre o que vi nestes últimos dias.
Ontem no Genocide Museaum – uma antiga escola transformada em prisão em 1972, onde o Khmer Rouge manteve em captiveiro dezenas de milhares de prisioneiros, antes de os torturar e matar nos Killing Fields (hoje em dia este jardim tão pacífico)- o audio guide dizia que devemos manter esta história do passado sempre viva para que não volte a acontecer no futuro.
…
Não aprendemos nada com o passado, e estas atrocidades continuam a acontecer hoje. As we speak.
E o peso do regime autocrata que ainda hoje governa o país, está presente em todo o lado. A imagem imponente do Rei está sempre à espreita e quando tento perceber mais sobre política com os Cambodjanos olham por cima do ombro antes de responder entre dentes, que não podem falar.
Pensei em ir já embora para o Vietname. Mas não quero sair sem levar mais qualquer coisa além deste peso.
Vou partir à descoberta da costa.
Espero que neste presente não repitamos também este erro do passado:
“In 1979, there was a genocide trial in Phnom Penh known as the People’s Revolutionary Tribunal. That tribunal tried Pol Pot and Ieng Sary and found both guilty of the crime of genocide, but neither of them appeared in court nor served any sentence.” 😔
‼️TIP‼️ Ainda não vi, mas dizem que é um bom documentário para quem quer saber mais sobre a história dos Khmer Rouge.
“Enemies of the People (2009)”, de Thet Sambath.
Este livro que ando a ler conta a história real de um sobrevivente que perdeu a família toda num campo de trabalho forçado. Phnom Penh, Cambodia | Posted on 12/Dec/2023 11:13:02



