Home Actress Letícia Tomazella HD Instagram Photos and Wallpapers February 2024 Letícia Tomazella Instagram - O ano era 2015 e fui pro Acre pela primeira vez (e voltei lá dois anos depois). Desde então, tenho uma saudade enorme. @vanessabalduyna, que sempre me recebeu em sua casa e me ensinou o que era Jirau (lugar onde eu lavei roupa, na última foto), dizia que eu tinha a alma acreana. Mas o que vim contar foi o diálogo que tive com essas duas indígenas lindas, com quem passei dias brincando e nadando no Rio Muru, na aldeia Huni-Kuin, em Tarauacá. A mais velha era mais tímida, a mais nova muito espevitada e tinha vontade de conhecer outros lugares. Elas nunca tinham saído dali. Começou um diálogo que nunca mais esqueci, puxado pela caçula: - Letícia, vc mora onde? - Em São Paulo. Mas não nasci lá, nasci e cresci numa cidade muito pequenina. Mas hoje moro na capital. - E mora muita gente lá? - Onde? Em São Paulo? - É. - Mora... Mora muuuita gente lá. - E você veio como pra cá? - De avião até Rio Branco. Depois de carro e um trecho de barco até aqui. Nunca tinha andado assim de barco. - É legal andar de carro? - Vc nunca andou? - Não. É legal? - Sei lá. Acho normal. Nada demais. Você anda de quê? - De barco pra todo lugar. - E é legal andar de barco pra todo lugar? - Sei lá. Normal. Nada demais. Rimos. Prossigo: - Pra mim foi bem especial andar de barco pela primeira vez pra vir pra cá. Cê vê que a gente se acostuma com as coisas e acaba achando tudo meio sem graça, mas no fundo tem muita graça. Ela riu e concordou. E volta a me fazer perguntas: - Rio Branco é bonito? - Eu achei lindo. Vc nunca foi? - Não. Mas eu devo ir com meu pai de carro pra Rio Branco, ele disse que vai me levar um dia. Ela sai nadando e atravessa o rio mil vezes. Eu peço pra ela ter cuidado, e eu saio nadando toda medrosa. Que tolice a minha de achar que ela tem que ter cuidado porque é criança. Ela nasceu fazendo aquela travessia. A infância inteira é solta ali, nadando, andando. A floresta é casa delas. E a casa da gente aconchega, não assusta. Fui embora do Acre de alma lavada. Vendo que a coisa mais rica do mundo é a simplicidade que só a natureza pode nos ensinar. O que eu mais desejo é que em 2024 a floresta seja muito protegida. Mesmo. Viva a Amazônia! 🌳🍀 #tbt

Letícia Tomazella Instagram – O ano era 2015 e fui pro Acre pela primeira vez (e voltei lá dois anos depois). Desde então, tenho uma saudade enorme. @vanessabalduyna, que sempre me recebeu em sua casa e me ensinou o que era Jirau (lugar onde eu lavei roupa, na última foto), dizia que eu tinha a alma acreana. Mas o que vim contar foi o diálogo que tive com essas duas indígenas lindas, com quem passei dias brincando e nadando no Rio Muru, na aldeia Huni-Kuin, em Tarauacá. A mais velha era mais tímida, a mais nova muito espevitada e tinha vontade de conhecer outros lugares. Elas nunca tinham saído dali. Começou um diálogo que nunca mais esqueci, puxado pela caçula: – Letícia, vc mora onde? – Em São Paulo. Mas não nasci lá, nasci e cresci numa cidade muito pequenina. Mas hoje moro na capital. – E mora muita gente lá? – Onde? Em São Paulo? – É. – Mora… Mora muuuita gente lá. – E você veio como pra cá? – De avião até Rio Branco. Depois de carro e um trecho de barco até aqui. Nunca tinha andado assim de barco. – É legal andar de carro? – Vc nunca andou? – Não. É legal? – Sei lá. Acho normal. Nada demais. Você anda de quê? – De barco pra todo lugar. – E é legal andar de barco pra todo lugar? – Sei lá. Normal. Nada demais. Rimos. Prossigo: – Pra mim foi bem especial andar de barco pela primeira vez pra vir pra cá. Cê vê que a gente se acostuma com as coisas e acaba achando tudo meio sem graça, mas no fundo tem muita graça. Ela riu e concordou. E volta a me fazer perguntas: – Rio Branco é bonito? – Eu achei lindo. Vc nunca foi? – Não. Mas eu devo ir com meu pai de carro pra Rio Branco, ele disse que vai me levar um dia. Ela sai nadando e atravessa o rio mil vezes. Eu peço pra ela ter cuidado, e eu saio nadando toda medrosa. Que tolice a minha de achar que ela tem que ter cuidado porque é criança. Ela nasceu fazendo aquela travessia. A infância inteira é solta ali, nadando, andando. A floresta é casa delas. E a casa da gente aconchega, não assusta. Fui embora do Acre de alma lavada. Vendo que a coisa mais rica do mundo é a simplicidade que só a natureza pode nos ensinar. O que eu mais desejo é que em 2024 a floresta seja muito protegida. Mesmo. Viva a Amazônia! 🌳🍀 #tbt

Letícia Tomazella Instagram - O ano era 2015 e fui pro Acre pela primeira vez (e voltei lá dois anos depois). Desde então, tenho uma saudade enorme. @vanessabalduyna, que sempre me recebeu em sua casa e me ensinou o que era Jirau (lugar onde eu lavei roupa, na última foto), dizia que eu tinha a alma acreana. Mas o que vim contar foi o diálogo que tive com essas duas indígenas lindas, com quem passei dias brincando e nadando no Rio Muru, na aldeia Huni-Kuin, em Tarauacá. A mais velha era mais tímida, a mais nova muito espevitada e tinha vontade de conhecer outros lugares. Elas nunca tinham saído dali. Começou um diálogo que nunca mais esqueci, puxado pela caçula: - Letícia, vc mora onde? - Em São Paulo. Mas não nasci lá, nasci e cresci numa cidade muito pequenina. Mas hoje moro na capital. - E mora muita gente lá? - Onde? Em São Paulo? - É. - Mora... Mora muuuita gente lá. - E você veio como pra cá? - De avião até Rio Branco. Depois de carro e um trecho de barco até aqui. Nunca tinha andado assim de barco. - É legal andar de carro? - Vc nunca andou? - Não. É legal? - Sei lá. Acho normal. Nada demais. Você anda de quê? - De barco pra todo lugar. - E é legal andar de barco pra todo lugar? - Sei lá. Normal. Nada demais. Rimos. Prossigo: - Pra mim foi bem especial andar de barco pela primeira vez pra vir pra cá. Cê vê que a gente se acostuma com as coisas e acaba achando tudo meio sem graça, mas no fundo tem muita graça. Ela riu e concordou. E volta a me fazer perguntas: - Rio Branco é bonito? - Eu achei lindo. Vc nunca foi? - Não. Mas eu devo ir com meu pai de carro pra Rio Branco, ele disse que vai me levar um dia. Ela sai nadando e atravessa o rio mil vezes. Eu peço pra ela ter cuidado, e eu saio nadando toda medrosa. Que tolice a minha de achar que ela tem que ter cuidado porque é criança. Ela nasceu fazendo aquela travessia. A infância inteira é solta ali, nadando, andando. A floresta é casa delas. E a casa da gente aconchega, não assusta. Fui embora do Acre de alma lavada. Vendo que a coisa mais rica do mundo é a simplicidade que só a natureza pode nos ensinar. O que eu mais desejo é que em 2024 a floresta seja muito protegida. Mesmo. Viva a Amazônia! 🌳🍀 #tbt

Letícia Tomazella Instagram – O ano era 2015 e fui pro Acre pela primeira vez (e voltei lá dois anos depois). Desde então, tenho uma saudade enorme. @vanessabalduyna, que sempre me recebeu em sua casa e me ensinou o que era Jirau (lugar onde eu lavei roupa, na última foto), dizia que eu tinha a alma acreana.

Mas o que vim contar foi o diálogo que tive com essas duas indígenas lindas, com quem passei dias brincando e nadando no Rio Muru, na aldeia Huni-Kuin, em Tarauacá. A mais velha era mais tímida, a mais nova muito espevitada e tinha vontade de conhecer outros lugares. Elas nunca tinham saído dali. Começou um diálogo que nunca mais esqueci, puxado pela caçula:
– Letícia, vc mora onde?
– Em São Paulo. Mas não nasci lá, nasci e cresci numa cidade muito pequenina. Mas hoje moro na capital.
– E mora muita gente lá?
– Onde? Em São Paulo?
– É.
– Mora… Mora muuuita gente lá.
– E você veio como pra cá?
– De avião até Rio Branco. Depois de carro e um trecho de barco até aqui. Nunca tinha andado assim de barco.
– É legal andar de carro?
– Vc nunca andou?
– Não. É legal?
– Sei lá. Acho normal. Nada demais. Você anda de quê?
– De barco pra todo lugar.
– E é legal andar de barco pra todo lugar?
– Sei lá. Normal. Nada demais.
Rimos. Prossigo:
– Pra mim foi bem especial andar de barco pela primeira vez pra vir pra cá. Cê vê que a gente se acostuma com as coisas e acaba achando tudo meio sem graça, mas no fundo tem muita graça.

Ela riu e concordou. E volta a me fazer perguntas:
– Rio Branco é bonito?
– Eu achei lindo. Vc nunca foi?
– Não. Mas eu devo ir com meu pai de carro pra Rio Branco, ele disse que vai me levar um dia.

Ela sai nadando e atravessa o rio mil vezes. Eu peço pra ela ter cuidado, e eu saio nadando toda medrosa. Que tolice a minha de achar que ela tem que ter cuidado porque é criança. Ela nasceu fazendo aquela travessia. A infância inteira é solta ali, nadando, andando. A floresta é casa delas. E a casa da gente aconchega, não assusta.

Fui embora do Acre de alma lavada. Vendo que a coisa mais rica do mundo é a simplicidade que só a natureza pode nos ensinar.
O que eu mais desejo é que em 2024 a floresta seja muito protegida. Mesmo.

Viva a Amazônia!
🌳🍀

#tbt | Posted on 21/Dec/2023 17:26:23

Letícia Tomazella Instagram – Uma sequência de fotos aleatórias nossas pra contar que hoje é aniversário de uma das mulheres mais importantes da minha vida. Minha dupla, “que Letícia? A Canna ou a Toma?”, minha amiga, irmã, parceira de andança árdua e louca nesse planetão estranho e belo.

Ela nasceu no dia de Santa Luzia, e talvez por isso recebeu a bênção de ter os olhos mais lindos do mundo. Não só pela cor deles nem apenas pelo belo formato amendoado, mas pela forma como eles, essas esmeraldas, enxergam o mundo: uma profundeza verde-água, como aquelas lagoas em grutas misteriosas, e o mundo pra ela (e pra eles, seus olhos-esmeralda) é isso, esse encanto dionisíaco, uma aventura em lugares onde se encontram morcegos e ouro. 

Ela sabe tanto sobre a Alma, que o próprio Dioniso não permitiu que ela não fosse atriz. Lembro de ele dizer: desça e seja! E assim se fez a luz. Ela tinha que estar lá, nos palcos, nos sets, colocando máscaras e evocando seres, mostrando que a pluralidade é também unidade. E como brilha quando está em cena, meu Deus… Eu amo vê-la atuar. Ela atua com vísceras, coração e com seus olhos-lagoa-esmeralda.

Então ela é essa profundidade toda, sabe fazer andanças na escuridão, dançar com serpentes, reivindicar prazeres, fazer fogueira (ela é o próprio fogo, que aquece e ilumina a gente), sabe gritar reivindicações, esbravejar dores, atrair amores, sabe gargalhar alto, aquele riso que quebra demanda e traz alegria onde quer que seja. Laroyê, mulher!

Ela é mais, muito mais que essas metáforas todas, porque ela é a própria poesia.

E como se não bastasse tudo isso, esse poder, selvageria e inteligência… Ela ainda é uma GOSTOSA do c@r@lh*!!! ❤️

Te amo @leticiacannavale

Feliz aniversário! Você merece todas as bênçãos que todos os deuses e deusas são capazes de conceder! 🍀🍾
Evoé!
Letícia Tomazella Instagram – Pois sextou! 🥂

(📸 @rodolphopupo)

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