Uma sequência de fotos aleatórias nossas pra contar que hoje é aniversário de uma das mulheres mais importantes da minha vida. Minha dupla, “que Letícia? A Canna ou a Toma?”, minha amiga, irmã, parceira de andança árdua e louca nesse planetão estranho e belo.
Ela nasceu no dia de Santa Luzia, e talvez por isso recebeu a bênção de ter os olhos mais lindos do mundo. Não só pela cor deles nem apenas pelo belo formato amendoado, mas pela forma como eles, essas esmeraldas, enxergam o mundo: uma profundeza verde-água, como aquelas lagoas em grutas misteriosas, e o mundo pra ela (e pra eles, seus olhos-esmeralda) é isso, esse encanto dionisíaco, uma aventura em lugares onde se encontram morcegos e ouro.
Ela sabe tanto sobre a Alma, que o próprio Dioniso não permitiu que ela não fosse atriz. Lembro de ele dizer: desça e seja! E assim se fez a luz. Ela tinha que estar lá, nos palcos, nos sets, colocando máscaras e evocando seres, mostrando que a pluralidade é também unidade. E como brilha quando está em cena, meu Deus… Eu amo vê-la atuar. Ela atua com vísceras, coração e com seus olhos-lagoa-esmeralda.
Então ela é essa profundidade toda, sabe fazer andanças na escuridão, dançar com serpentes, reivindicar prazeres, fazer fogueira (ela é o próprio fogo, que aquece e ilumina a gente), sabe gritar reivindicações, esbravejar dores, atrair amores, sabe gargalhar alto, aquele riso que quebra demanda e traz alegria onde quer que seja. Laroyê, mulher!
Ela é mais, muito mais que essas metáforas todas, porque ela é a própria poesia.
E como se não bastasse tudo isso, esse poder, selvageria e inteligência… Ela ainda é uma GOSTOSA do c@r@lh*!!! ❤️
Te amo @leticiacannavale
Feliz aniversário! Você merece todas as bênçãos que todos os deuses e deusas são capazes de conceder! 🍀🍾
Evoé!
Uma sequência de fotos aleatórias nossas pra contar que hoje é aniversário de uma das mulheres mais importantes da minha vida. Minha dupla, “que Letícia? A Canna ou a Toma?”, minha amiga, irmã, parceira de andança árdua e louca nesse planetão estranho e belo.
Ela nasceu no dia de Santa Luzia, e talvez por isso recebeu a bênção de ter os olhos mais lindos do mundo. Não só pela cor deles nem apenas pelo belo formato amendoado, mas pela forma como eles, essas esmeraldas, enxergam o mundo: uma profundeza verde-água, como aquelas lagoas em grutas misteriosas, e o mundo pra ela (e pra eles, seus olhos-esmeralda) é isso, esse encanto dionisíaco, uma aventura em lugares onde se encontram morcegos e ouro.
Ela sabe tanto sobre a Alma, que o próprio Dioniso não permitiu que ela não fosse atriz. Lembro de ele dizer: desça e seja! E assim se fez a luz. Ela tinha que estar lá, nos palcos, nos sets, colocando máscaras e evocando seres, mostrando que a pluralidade é também unidade. E como brilha quando está em cena, meu Deus… Eu amo vê-la atuar. Ela atua com vísceras, coração e com seus olhos-lagoa-esmeralda.
Então ela é essa profundidade toda, sabe fazer andanças na escuridão, dançar com serpentes, reivindicar prazeres, fazer fogueira (ela é o próprio fogo, que aquece e ilumina a gente), sabe gritar reivindicações, esbravejar dores, atrair amores, sabe gargalhar alto, aquele riso que quebra demanda e traz alegria onde quer que seja. Laroyê, mulher!
Ela é mais, muito mais que essas metáforas todas, porque ela é a própria poesia.
E como se não bastasse tudo isso, esse poder, selvageria e inteligência… Ela ainda é uma GOSTOSA do c@r@lh*!!! ❤️
Te amo @leticiacannavale
Feliz aniversário! Você merece todas as bênçãos que todos os deuses e deusas são capazes de conceder! 🍀🍾
Evoé!
Uma sequência de fotos aleatórias nossas pra contar que hoje é aniversário de uma das mulheres mais importantes da minha vida. Minha dupla, “que Letícia? A Canna ou a Toma?”, minha amiga, irmã, parceira de andança árdua e louca nesse planetão estranho e belo.
Ela nasceu no dia de Santa Luzia, e talvez por isso recebeu a bênção de ter os olhos mais lindos do mundo. Não só pela cor deles nem apenas pelo belo formato amendoado, mas pela forma como eles, essas esmeraldas, enxergam o mundo: uma profundeza verde-água, como aquelas lagoas em grutas misteriosas, e o mundo pra ela (e pra eles, seus olhos-esmeralda) é isso, esse encanto dionisíaco, uma aventura em lugares onde se encontram morcegos e ouro.
Ela sabe tanto sobre a Alma, que o próprio Dioniso não permitiu que ela não fosse atriz. Lembro de ele dizer: desça e seja! E assim se fez a luz. Ela tinha que estar lá, nos palcos, nos sets, colocando máscaras e evocando seres, mostrando que a pluralidade é também unidade. E como brilha quando está em cena, meu Deus… Eu amo vê-la atuar. Ela atua com vísceras, coração e com seus olhos-lagoa-esmeralda.
Então ela é essa profundidade toda, sabe fazer andanças na escuridão, dançar com serpentes, reivindicar prazeres, fazer fogueira (ela é o próprio fogo, que aquece e ilumina a gente), sabe gritar reivindicações, esbravejar dores, atrair amores, sabe gargalhar alto, aquele riso que quebra demanda e traz alegria onde quer que seja. Laroyê, mulher!
Ela é mais, muito mais que essas metáforas todas, porque ela é a própria poesia.
E como se não bastasse tudo isso, esse poder, selvageria e inteligência… Ela ainda é uma GOSTOSA do c@r@lh*!!! ❤️
Te amo @leticiacannavale
Feliz aniversário! Você merece todas as bênçãos que todos os deuses e deusas são capazes de conceder! 🍀🍾
Evoé!
Uma sequência de fotos aleatórias nossas pra contar que hoje é aniversário de uma das mulheres mais importantes da minha vida. Minha dupla, “que Letícia? A Canna ou a Toma?”, minha amiga, irmã, parceira de andança árdua e louca nesse planetão estranho e belo.
Ela nasceu no dia de Santa Luzia, e talvez por isso recebeu a bênção de ter os olhos mais lindos do mundo. Não só pela cor deles nem apenas pelo belo formato amendoado, mas pela forma como eles, essas esmeraldas, enxergam o mundo: uma profundeza verde-água, como aquelas lagoas em grutas misteriosas, e o mundo pra ela (e pra eles, seus olhos-esmeralda) é isso, esse encanto dionisíaco, uma aventura em lugares onde se encontram morcegos e ouro.
Ela sabe tanto sobre a Alma, que o próprio Dioniso não permitiu que ela não fosse atriz. Lembro de ele dizer: desça e seja! E assim se fez a luz. Ela tinha que estar lá, nos palcos, nos sets, colocando máscaras e evocando seres, mostrando que a pluralidade é também unidade. E como brilha quando está em cena, meu Deus… Eu amo vê-la atuar. Ela atua com vísceras, coração e com seus olhos-lagoa-esmeralda.
Então ela é essa profundidade toda, sabe fazer andanças na escuridão, dançar com serpentes, reivindicar prazeres, fazer fogueira (ela é o próprio fogo, que aquece e ilumina a gente), sabe gritar reivindicações, esbravejar dores, atrair amores, sabe gargalhar alto, aquele riso que quebra demanda e traz alegria onde quer que seja. Laroyê, mulher!
Ela é mais, muito mais que essas metáforas todas, porque ela é a própria poesia.
E como se não bastasse tudo isso, esse poder, selvageria e inteligência… Ela ainda é uma GOSTOSA do c@r@lh*!!! ❤️
Te amo @leticiacannavale
Feliz aniversário! Você merece todas as bênçãos que todos os deuses e deusas são capazes de conceder! 🍀🍾
Evoé!
Uma sequência de fotos aleatórias nossas pra contar que hoje é aniversário de uma das mulheres mais importantes da minha vida. Minha dupla, “que Letícia? A Canna ou a Toma?”, minha amiga, irmã, parceira de andança árdua e louca nesse planetão estranho e belo.
Ela nasceu no dia de Santa Luzia, e talvez por isso recebeu a bênção de ter os olhos mais lindos do mundo. Não só pela cor deles nem apenas pelo belo formato amendoado, mas pela forma como eles, essas esmeraldas, enxergam o mundo: uma profundeza verde-água, como aquelas lagoas em grutas misteriosas, e o mundo pra ela (e pra eles, seus olhos-esmeralda) é isso, esse encanto dionisíaco, uma aventura em lugares onde se encontram morcegos e ouro.
Ela sabe tanto sobre a Alma, que o próprio Dioniso não permitiu que ela não fosse atriz. Lembro de ele dizer: desça e seja! E assim se fez a luz. Ela tinha que estar lá, nos palcos, nos sets, colocando máscaras e evocando seres, mostrando que a pluralidade é também unidade. E como brilha quando está em cena, meu Deus… Eu amo vê-la atuar. Ela atua com vísceras, coração e com seus olhos-lagoa-esmeralda.
Então ela é essa profundidade toda, sabe fazer andanças na escuridão, dançar com serpentes, reivindicar prazeres, fazer fogueira (ela é o próprio fogo, que aquece e ilumina a gente), sabe gritar reivindicações, esbravejar dores, atrair amores, sabe gargalhar alto, aquele riso que quebra demanda e traz alegria onde quer que seja. Laroyê, mulher!
Ela é mais, muito mais que essas metáforas todas, porque ela é a própria poesia.
E como se não bastasse tudo isso, esse poder, selvageria e inteligência… Ela ainda é uma GOSTOSA do c@r@lh*!!! ❤️
Te amo @leticiacannavale
Feliz aniversário! Você merece todas as bênçãos que todos os deuses e deusas são capazes de conceder! 🍀🍾
Evoé!
Uma sequência de fotos aleatórias nossas pra contar que hoje é aniversário de uma das mulheres mais importantes da minha vida. Minha dupla, “que Letícia? A Canna ou a Toma?”, minha amiga, irmã, parceira de andança árdua e louca nesse planetão estranho e belo.
Ela nasceu no dia de Santa Luzia, e talvez por isso recebeu a bênção de ter os olhos mais lindos do mundo. Não só pela cor deles nem apenas pelo belo formato amendoado, mas pela forma como eles, essas esmeraldas, enxergam o mundo: uma profundeza verde-água, como aquelas lagoas em grutas misteriosas, e o mundo pra ela (e pra eles, seus olhos-esmeralda) é isso, esse encanto dionisíaco, uma aventura em lugares onde se encontram morcegos e ouro.
Ela sabe tanto sobre a Alma, que o próprio Dioniso não permitiu que ela não fosse atriz. Lembro de ele dizer: desça e seja! E assim se fez a luz. Ela tinha que estar lá, nos palcos, nos sets, colocando máscaras e evocando seres, mostrando que a pluralidade é também unidade. E como brilha quando está em cena, meu Deus… Eu amo vê-la atuar. Ela atua com vísceras, coração e com seus olhos-lagoa-esmeralda.
Então ela é essa profundidade toda, sabe fazer andanças na escuridão, dançar com serpentes, reivindicar prazeres, fazer fogueira (ela é o próprio fogo, que aquece e ilumina a gente), sabe gritar reivindicações, esbravejar dores, atrair amores, sabe gargalhar alto, aquele riso que quebra demanda e traz alegria onde quer que seja. Laroyê, mulher!
Ela é mais, muito mais que essas metáforas todas, porque ela é a própria poesia.
E como se não bastasse tudo isso, esse poder, selvageria e inteligência… Ela ainda é uma GOSTOSA do c@r@lh*!!! ❤️
Te amo @leticiacannavale
Feliz aniversário! Você merece todas as bênçãos que todos os deuses e deusas são capazes de conceder! 🍀🍾
Evoé!
Hoje é o dia da minha Lilitoca. Minha posh-spice. Meu creme brulèe. A dona dos glúteos mais belos que os deuses já desenharam. A dona do sorriso mais sapeca. A dona do charme mundial. O olhar penetrante que te convida a sorrir. O coração generoso que te convida a se abrir. As mãos que não soltam as dos amigos jamais. Isso é tão poderoso. Que sortuda sou de ter @lisandracortez na minha vida.
A gente se entendeu já no primeiro olhar. Aquarianas… Ela entende sobre amizade. Sobre lealdade. Sobre parceria. Ela entende sobre gargalhada, palhaçada, irreverência. Ela é a melhor parceira de coxia e camarim. E ela me deixa apalpar seu bumbum divino-maravilhoso (obrigada, Deus, pela abundância em minha vida!). Uma excelente ouvinte, tá sempre pronta pra ajudar os seus. Uma profunda pesquisadora de si, do ser humano e suas águas profundas. Uma estudiosa do espírito e do corpo. Uma pessoa que sabe o que é ser do bem: olhar o outro como a si mesmo.
Quem tem Lili por perto realmente tem muito!
Ela é essa riqueza toda… E merece que o universo lhe traga em triplo tudo de maravilhoso que ela é. Minha Lilitoca, que seu novo ciclo seja recheado de maravilhas! Abundância, realizações potentes, alegrias infinitas! Que a boa sorte te acompanhe todos os dias. 🍀❤️ Te amo.
Hoje é o dia da minha Lilitoca. Minha posh-spice. Meu creme brulèe. A dona dos glúteos mais belos que os deuses já desenharam. A dona do sorriso mais sapeca. A dona do charme mundial. O olhar penetrante que te convida a sorrir. O coração generoso que te convida a se abrir. As mãos que não soltam as dos amigos jamais. Isso é tão poderoso. Que sortuda sou de ter @lisandracortez na minha vida.
A gente se entendeu já no primeiro olhar. Aquarianas… Ela entende sobre amizade. Sobre lealdade. Sobre parceria. Ela entende sobre gargalhada, palhaçada, irreverência. Ela é a melhor parceira de coxia e camarim. E ela me deixa apalpar seu bumbum divino-maravilhoso (obrigada, Deus, pela abundância em minha vida!). Uma excelente ouvinte, tá sempre pronta pra ajudar os seus. Uma profunda pesquisadora de si, do ser humano e suas águas profundas. Uma estudiosa do espírito e do corpo. Uma pessoa que sabe o que é ser do bem: olhar o outro como a si mesmo.
Quem tem Lili por perto realmente tem muito!
Ela é essa riqueza toda… E merece que o universo lhe traga em triplo tudo de maravilhoso que ela é. Minha Lilitoca, que seu novo ciclo seja recheado de maravilhas! Abundância, realizações potentes, alegrias infinitas! Que a boa sorte te acompanhe todos os dias. 🍀❤️ Te amo.
Já passou da meia-noite, já é dia 7 de fevereiro. Dia do meu aniversário. Uma aquariana raiz (meu mapa é muito aquário, uma coisa doida, haja exercício de sorrir) que agora tem 38 anos nas costas. E na pele. E no colágeno (que já inexiste). E na cabeça (que existe, mas pira volta e meia). Etc.
38 anos bem vividos, por vezes bem morridos, mas é que esse lance de vida na Terra é assim mesmo, um troço insano, intenso, imenso.
É fácil escrever textos depois de ter vivido coisas, difícil é ficar sendo quem se é todos os dias. Haja exercício de viver. Desejo que eu seja cada vez mais quem eu sou.
Voltando ao sorriso: eu gosto de sorrir, um sorriso puxa o outro. Eu também choro bastante, até demais, de desgosto não morro, porque choro. E de tédio não morro, porque sorrio e rio e gargalho pombogiramente pois a vida é piada e é deboche e é alegria plena também. A alegria plena, bem como a dor, também existe, é real, é palpável, é uma coisa concreta no nosso horizonte. Se tem algo que eu posso desejar pra mim é que a alegria plena se instaure nas minhas células diariamente. Porque é ela que faz a roda girar. E girar é importante (rodar a saia então…). É que aquilo que tem movimento não adoece. Saúde é dança.
38 anos… Chorei quando fiz 22 me achando velha. Eu hoje adoro que já nasci meio velha. É minha temperatura. Podem me chamar de vovó.
Minha celebração será estar em cena, pois estou em cartaz às quartas e quintas, e não posso sair pra despirocar.
Dioniso me gosta, evoé. ♥️
Já passou da meia-noite, já é dia 7 de fevereiro. Dia do meu aniversário. Uma aquariana raiz (meu mapa é muito aquário, uma coisa doida, haja exercício de sorrir) que agora tem 38 anos nas costas. E na pele. E no colágeno (que já inexiste). E na cabeça (que existe, mas pira volta e meia). Etc.
38 anos bem vividos, por vezes bem morridos, mas é que esse lance de vida na Terra é assim mesmo, um troço insano, intenso, imenso.
É fácil escrever textos depois de ter vivido coisas, difícil é ficar sendo quem se é todos os dias. Haja exercício de viver. Desejo que eu seja cada vez mais quem eu sou.
Voltando ao sorriso: eu gosto de sorrir, um sorriso puxa o outro. Eu também choro bastante, até demais, de desgosto não morro, porque choro. E de tédio não morro, porque sorrio e rio e gargalho pombogiramente pois a vida é piada e é deboche e é alegria plena também. A alegria plena, bem como a dor, também existe, é real, é palpável, é uma coisa concreta no nosso horizonte. Se tem algo que eu posso desejar pra mim é que a alegria plena se instaure nas minhas células diariamente. Porque é ela que faz a roda girar. E girar é importante (rodar a saia então…). É que aquilo que tem movimento não adoece. Saúde é dança.
38 anos… Chorei quando fiz 22 me achando velha. Eu hoje adoro que já nasci meio velha. É minha temperatura. Podem me chamar de vovó.
Minha celebração será estar em cena, pois estou em cartaz às quartas e quintas, e não posso sair pra despirocar.
Dioniso me gosta, evoé. ♥️
Eu carrego uma soberba intelectual por ter feito mestrado, perdoem-me.
Beijos, beijas e beijes
(E não, eu não acelerei o vídeo. Falo rápido assim mesmo.)
Pois sextou! 🥂
(📸 @rodolphopupo)
Uma celebração do amor, como todo ano, no nosso lugar preferido em SP: @aguzzocucina ❤️
Mas, desta vez, a celebração a dois virou a três: o @leon.roizenblitt foi junto, e não foi pra segurar vela, foi a convite nosso mesmo. Isso porque, após anos morando conosco, ele agora vai voar pra Argentina pra estudar cinema. Como bom sagitariano intenso que é, não bastava apenas ir morar sozinho e estudar na cidade onde nasceu: sua alma precisa ir pra mais longe, mudar o código 55 pra 54 e hablar mucho con nuestros hermanos. Sua alma é livre – e não há nada mais sagrado que a liberdade. Sobre ela, a liberdade, falo já já, porque amar e ser livre é uma dádiva.
Fato é que ele, o Leon, merece ser feliz e aprender sobre esse mundão doido, e agora com 19 anos, a vida própria clama por espaço. E nós aqui, entre orgulho, alegria e tristeza, estamos na semana de despedida.
Era pra ser um texto sobre meu aniversário de casório, mas não tinha como começar diferente. Meu casório foi justamente quem me trouxe a madrastidade e o imenso desafio que é criar seres humanos e tentar ajudá-los na vida – e também atrapalhá-los de vez em quando.
Mas, voltando ao meu casório, há anos a gente se apaixonou e, desde então, a gente nunca conseguiu ficar sem se falar um dia sequer. Ele é meu melhor amigo, meu parceiro, minha inspiração. Me apaixonei primeiro pelas suas mãos, o que pra bom entendedor…
É… Amar e ser livre, e poder ser a gente mesma, e ser leve, e ser íntegra e ser pura paz… Ah, é pra poucos. Que sorte a minha!
Obrigada, @aguzzocucina, por sempre nos receber como reis.
❤️
Bom fim de semana!
Uma celebração do amor, como todo ano, no nosso lugar preferido em SP: @aguzzocucina ❤️
Mas, desta vez, a celebração a dois virou a três: o @leon.roizenblitt foi junto, e não foi pra segurar vela, foi a convite nosso mesmo. Isso porque, após anos morando conosco, ele agora vai voar pra Argentina pra estudar cinema. Como bom sagitariano intenso que é, não bastava apenas ir morar sozinho e estudar na cidade onde nasceu: sua alma precisa ir pra mais longe, mudar o código 55 pra 54 e hablar mucho con nuestros hermanos. Sua alma é livre – e não há nada mais sagrado que a liberdade. Sobre ela, a liberdade, falo já já, porque amar e ser livre é uma dádiva.
Fato é que ele, o Leon, merece ser feliz e aprender sobre esse mundão doido, e agora com 19 anos, a vida própria clama por espaço. E nós aqui, entre orgulho, alegria e tristeza, estamos na semana de despedida.
Era pra ser um texto sobre meu aniversário de casório, mas não tinha como começar diferente. Meu casório foi justamente quem me trouxe a madrastidade e o imenso desafio que é criar seres humanos e tentar ajudá-los na vida – e também atrapalhá-los de vez em quando.
Mas, voltando ao meu casório, há anos a gente se apaixonou e, desde então, a gente nunca conseguiu ficar sem se falar um dia sequer. Ele é meu melhor amigo, meu parceiro, minha inspiração. Me apaixonei primeiro pelas suas mãos, o que pra bom entendedor…
É… Amar e ser livre, e poder ser a gente mesma, e ser leve, e ser íntegra e ser pura paz… Ah, é pra poucos. Que sorte a minha!
Obrigada, @aguzzocucina, por sempre nos receber como reis.
❤️
Bom fim de semana!
Uma celebração do amor, como todo ano, no nosso lugar preferido em SP: @aguzzocucina ❤️
Mas, desta vez, a celebração a dois virou a três: o @leon.roizenblitt foi junto, e não foi pra segurar vela, foi a convite nosso mesmo. Isso porque, após anos morando conosco, ele agora vai voar pra Argentina pra estudar cinema. Como bom sagitariano intenso que é, não bastava apenas ir morar sozinho e estudar na cidade onde nasceu: sua alma precisa ir pra mais longe, mudar o código 55 pra 54 e hablar mucho con nuestros hermanos. Sua alma é livre – e não há nada mais sagrado que a liberdade. Sobre ela, a liberdade, falo já já, porque amar e ser livre é uma dádiva.
Fato é que ele, o Leon, merece ser feliz e aprender sobre esse mundão doido, e agora com 19 anos, a vida própria clama por espaço. E nós aqui, entre orgulho, alegria e tristeza, estamos na semana de despedida.
Era pra ser um texto sobre meu aniversário de casório, mas não tinha como começar diferente. Meu casório foi justamente quem me trouxe a madrastidade e o imenso desafio que é criar seres humanos e tentar ajudá-los na vida – e também atrapalhá-los de vez em quando.
Mas, voltando ao meu casório, há anos a gente se apaixonou e, desde então, a gente nunca conseguiu ficar sem se falar um dia sequer. Ele é meu melhor amigo, meu parceiro, minha inspiração. Me apaixonei primeiro pelas suas mãos, o que pra bom entendedor…
É… Amar e ser livre, e poder ser a gente mesma, e ser leve, e ser íntegra e ser pura paz… Ah, é pra poucos. Que sorte a minha!
Obrigada, @aguzzocucina, por sempre nos receber como reis.
❤️
Bom fim de semana!
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Mas, desta vez, a celebração a dois virou a três: o @leon.roizenblitt foi junto, e não foi pra segurar vela, foi a convite nosso mesmo. Isso porque, após anos morando conosco, ele agora vai voar pra Argentina pra estudar cinema. Como bom sagitariano intenso que é, não bastava apenas ir morar sozinho e estudar na cidade onde nasceu: sua alma precisa ir pra mais longe, mudar o código 55 pra 54 e hablar mucho con nuestros hermanos. Sua alma é livre – e não há nada mais sagrado que a liberdade. Sobre ela, a liberdade, falo já já, porque amar e ser livre é uma dádiva.
Fato é que ele, o Leon, merece ser feliz e aprender sobre esse mundão doido, e agora com 19 anos, a vida própria clama por espaço. E nós aqui, entre orgulho, alegria e tristeza, estamos na semana de despedida.
Era pra ser um texto sobre meu aniversário de casório, mas não tinha como começar diferente. Meu casório foi justamente quem me trouxe a madrastidade e o imenso desafio que é criar seres humanos e tentar ajudá-los na vida – e também atrapalhá-los de vez em quando.
Mas, voltando ao meu casório, há anos a gente se apaixonou e, desde então, a gente nunca conseguiu ficar sem se falar um dia sequer. Ele é meu melhor amigo, meu parceiro, minha inspiração. Me apaixonei primeiro pelas suas mãos, o que pra bom entendedor…
É… Amar e ser livre, e poder ser a gente mesma, e ser leve, e ser íntegra e ser pura paz… Ah, é pra poucos. Que sorte a minha!
Obrigada, @aguzzocucina, por sempre nos receber como reis.
❤️
Bom fim de semana!
O ano era 2015 e fui pro Acre pela primeira vez (e voltei lá dois anos depois). Desde então, tenho uma saudade enorme. @vanessabalduyna, que sempre me recebeu em sua casa e me ensinou o que era Jirau (lugar onde eu lavei roupa, na última foto), dizia que eu tinha a alma acreana.
Mas o que vim contar foi o diálogo que tive com essas duas indígenas lindas, com quem passei dias brincando e nadando no Rio Muru, na aldeia Huni-Kuin, em Tarauacá. A mais velha era mais tímida, a mais nova muito espevitada e tinha vontade de conhecer outros lugares. Elas nunca tinham saído dali. Começou um diálogo que nunca mais esqueci, puxado pela caçula:
– Letícia, vc mora onde?
– Em São Paulo. Mas não nasci lá, nasci e cresci numa cidade muito pequenina. Mas hoje moro na capital.
– E mora muita gente lá?
– Onde? Em São Paulo?
– É.
– Mora… Mora muuuita gente lá.
– E você veio como pra cá?
– De avião até Rio Branco. Depois de carro e um trecho de barco até aqui. Nunca tinha andado assim de barco.
– É legal andar de carro?
– Vc nunca andou?
– Não. É legal?
– Sei lá. Acho normal. Nada demais. Você anda de quê?
– De barco pra todo lugar.
– E é legal andar de barco pra todo lugar?
– Sei lá. Normal. Nada demais.
Rimos. Prossigo:
– Pra mim foi bem especial andar de barco pela primeira vez pra vir pra cá. Cê vê que a gente se acostuma com as coisas e acaba achando tudo meio sem graça, mas no fundo tem muita graça.
Ela riu e concordou. E volta a me fazer perguntas:
– Rio Branco é bonito?
– Eu achei lindo. Vc nunca foi?
– Não. Mas eu devo ir com meu pai de carro pra Rio Branco, ele disse que vai me levar um dia.
Ela sai nadando e atravessa o rio mil vezes. Eu peço pra ela ter cuidado, e eu saio nadando toda medrosa. Que tolice a minha de achar que ela tem que ter cuidado porque é criança. Ela nasceu fazendo aquela travessia. A infância inteira é solta ali, nadando, andando. A floresta é casa delas. E a casa da gente aconchega, não assusta.
Fui embora do Acre de alma lavada. Vendo que a coisa mais rica do mundo é a simplicidade que só a natureza pode nos ensinar.
O que eu mais desejo é que em 2024 a floresta seja muito protegida. Mesmo.
Viva a Amazônia!
🌳🍀
#tbt
O ano era 2015 e fui pro Acre pela primeira vez (e voltei lá dois anos depois). Desde então, tenho uma saudade enorme. @vanessabalduyna, que sempre me recebeu em sua casa e me ensinou o que era Jirau (lugar onde eu lavei roupa, na última foto), dizia que eu tinha a alma acreana.
Mas o que vim contar foi o diálogo que tive com essas duas indígenas lindas, com quem passei dias brincando e nadando no Rio Muru, na aldeia Huni-Kuin, em Tarauacá. A mais velha era mais tímida, a mais nova muito espevitada e tinha vontade de conhecer outros lugares. Elas nunca tinham saído dali. Começou um diálogo que nunca mais esqueci, puxado pela caçula:
– Letícia, vc mora onde?
– Em São Paulo. Mas não nasci lá, nasci e cresci numa cidade muito pequenina. Mas hoje moro na capital.
– E mora muita gente lá?
– Onde? Em São Paulo?
– É.
– Mora… Mora muuuita gente lá.
– E você veio como pra cá?
– De avião até Rio Branco. Depois de carro e um trecho de barco até aqui. Nunca tinha andado assim de barco.
– É legal andar de carro?
– Vc nunca andou?
– Não. É legal?
– Sei lá. Acho normal. Nada demais. Você anda de quê?
– De barco pra todo lugar.
– E é legal andar de barco pra todo lugar?
– Sei lá. Normal. Nada demais.
Rimos. Prossigo:
– Pra mim foi bem especial andar de barco pela primeira vez pra vir pra cá. Cê vê que a gente se acostuma com as coisas e acaba achando tudo meio sem graça, mas no fundo tem muita graça.
Ela riu e concordou. E volta a me fazer perguntas:
– Rio Branco é bonito?
– Eu achei lindo. Vc nunca foi?
– Não. Mas eu devo ir com meu pai de carro pra Rio Branco, ele disse que vai me levar um dia.
Ela sai nadando e atravessa o rio mil vezes. Eu peço pra ela ter cuidado, e eu saio nadando toda medrosa. Que tolice a minha de achar que ela tem que ter cuidado porque é criança. Ela nasceu fazendo aquela travessia. A infância inteira é solta ali, nadando, andando. A floresta é casa delas. E a casa da gente aconchega, não assusta.
Fui embora do Acre de alma lavada. Vendo que a coisa mais rica do mundo é a simplicidade que só a natureza pode nos ensinar.
O que eu mais desejo é que em 2024 a floresta seja muito protegida. Mesmo.
Viva a Amazônia!
🌳🍀
#tbt
O ano era 2015 e fui pro Acre pela primeira vez (e voltei lá dois anos depois). Desde então, tenho uma saudade enorme. @vanessabalduyna, que sempre me recebeu em sua casa e me ensinou o que era Jirau (lugar onde eu lavei roupa, na última foto), dizia que eu tinha a alma acreana.
Mas o que vim contar foi o diálogo que tive com essas duas indígenas lindas, com quem passei dias brincando e nadando no Rio Muru, na aldeia Huni-Kuin, em Tarauacá. A mais velha era mais tímida, a mais nova muito espevitada e tinha vontade de conhecer outros lugares. Elas nunca tinham saído dali. Começou um diálogo que nunca mais esqueci, puxado pela caçula:
– Letícia, vc mora onde?
– Em São Paulo. Mas não nasci lá, nasci e cresci numa cidade muito pequenina. Mas hoje moro na capital.
– E mora muita gente lá?
– Onde? Em São Paulo?
– É.
– Mora… Mora muuuita gente lá.
– E você veio como pra cá?
– De avião até Rio Branco. Depois de carro e um trecho de barco até aqui. Nunca tinha andado assim de barco.
– É legal andar de carro?
– Vc nunca andou?
– Não. É legal?
– Sei lá. Acho normal. Nada demais. Você anda de quê?
– De barco pra todo lugar.
– E é legal andar de barco pra todo lugar?
– Sei lá. Normal. Nada demais.
Rimos. Prossigo:
– Pra mim foi bem especial andar de barco pela primeira vez pra vir pra cá. Cê vê que a gente se acostuma com as coisas e acaba achando tudo meio sem graça, mas no fundo tem muita graça.
Ela riu e concordou. E volta a me fazer perguntas:
– Rio Branco é bonito?
– Eu achei lindo. Vc nunca foi?
– Não. Mas eu devo ir com meu pai de carro pra Rio Branco, ele disse que vai me levar um dia.
Ela sai nadando e atravessa o rio mil vezes. Eu peço pra ela ter cuidado, e eu saio nadando toda medrosa. Que tolice a minha de achar que ela tem que ter cuidado porque é criança. Ela nasceu fazendo aquela travessia. A infância inteira é solta ali, nadando, andando. A floresta é casa delas. E a casa da gente aconchega, não assusta.
Fui embora do Acre de alma lavada. Vendo que a coisa mais rica do mundo é a simplicidade que só a natureza pode nos ensinar.
O que eu mais desejo é que em 2024 a floresta seja muito protegida. Mesmo.
Viva a Amazônia!
🌳🍀
#tbt
O ano era 2015 e fui pro Acre pela primeira vez (e voltei lá dois anos depois). Desde então, tenho uma saudade enorme. @vanessabalduyna, que sempre me recebeu em sua casa e me ensinou o que era Jirau (lugar onde eu lavei roupa, na última foto), dizia que eu tinha a alma acreana.
Mas o que vim contar foi o diálogo que tive com essas duas indígenas lindas, com quem passei dias brincando e nadando no Rio Muru, na aldeia Huni-Kuin, em Tarauacá. A mais velha era mais tímida, a mais nova muito espevitada e tinha vontade de conhecer outros lugares. Elas nunca tinham saído dali. Começou um diálogo que nunca mais esqueci, puxado pela caçula:
– Letícia, vc mora onde?
– Em São Paulo. Mas não nasci lá, nasci e cresci numa cidade muito pequenina. Mas hoje moro na capital.
– E mora muita gente lá?
– Onde? Em São Paulo?
– É.
– Mora… Mora muuuita gente lá.
– E você veio como pra cá?
– De avião até Rio Branco. Depois de carro e um trecho de barco até aqui. Nunca tinha andado assim de barco.
– É legal andar de carro?
– Vc nunca andou?
– Não. É legal?
– Sei lá. Acho normal. Nada demais. Você anda de quê?
– De barco pra todo lugar.
– E é legal andar de barco pra todo lugar?
– Sei lá. Normal. Nada demais.
Rimos. Prossigo:
– Pra mim foi bem especial andar de barco pela primeira vez pra vir pra cá. Cê vê que a gente se acostuma com as coisas e acaba achando tudo meio sem graça, mas no fundo tem muita graça.
Ela riu e concordou. E volta a me fazer perguntas:
– Rio Branco é bonito?
– Eu achei lindo. Vc nunca foi?
– Não. Mas eu devo ir com meu pai de carro pra Rio Branco, ele disse que vai me levar um dia.
Ela sai nadando e atravessa o rio mil vezes. Eu peço pra ela ter cuidado, e eu saio nadando toda medrosa. Que tolice a minha de achar que ela tem que ter cuidado porque é criança. Ela nasceu fazendo aquela travessia. A infância inteira é solta ali, nadando, andando. A floresta é casa delas. E a casa da gente aconchega, não assusta.
Fui embora do Acre de alma lavada. Vendo que a coisa mais rica do mundo é a simplicidade que só a natureza pode nos ensinar.
O que eu mais desejo é que em 2024 a floresta seja muito protegida. Mesmo.
Viva a Amazônia!
🌳🍀
#tbt
O ano era 2015 e fui pro Acre pela primeira vez (e voltei lá dois anos depois). Desde então, tenho uma saudade enorme. @vanessabalduyna, que sempre me recebeu em sua casa e me ensinou o que era Jirau (lugar onde eu lavei roupa, na última foto), dizia que eu tinha a alma acreana.
Mas o que vim contar foi o diálogo que tive com essas duas indígenas lindas, com quem passei dias brincando e nadando no Rio Muru, na aldeia Huni-Kuin, em Tarauacá. A mais velha era mais tímida, a mais nova muito espevitada e tinha vontade de conhecer outros lugares. Elas nunca tinham saído dali. Começou um diálogo que nunca mais esqueci, puxado pela caçula:
– Letícia, vc mora onde?
– Em São Paulo. Mas não nasci lá, nasci e cresci numa cidade muito pequenina. Mas hoje moro na capital.
– E mora muita gente lá?
– Onde? Em São Paulo?
– É.
– Mora… Mora muuuita gente lá.
– E você veio como pra cá?
– De avião até Rio Branco. Depois de carro e um trecho de barco até aqui. Nunca tinha andado assim de barco.
– É legal andar de carro?
– Vc nunca andou?
– Não. É legal?
– Sei lá. Acho normal. Nada demais. Você anda de quê?
– De barco pra todo lugar.
– E é legal andar de barco pra todo lugar?
– Sei lá. Normal. Nada demais.
Rimos. Prossigo:
– Pra mim foi bem especial andar de barco pela primeira vez pra vir pra cá. Cê vê que a gente se acostuma com as coisas e acaba achando tudo meio sem graça, mas no fundo tem muita graça.
Ela riu e concordou. E volta a me fazer perguntas:
– Rio Branco é bonito?
– Eu achei lindo. Vc nunca foi?
– Não. Mas eu devo ir com meu pai de carro pra Rio Branco, ele disse que vai me levar um dia.
Ela sai nadando e atravessa o rio mil vezes. Eu peço pra ela ter cuidado, e eu saio nadando toda medrosa. Que tolice a minha de achar que ela tem que ter cuidado porque é criança. Ela nasceu fazendo aquela travessia. A infância inteira é solta ali, nadando, andando. A floresta é casa delas. E a casa da gente aconchega, não assusta.
Fui embora do Acre de alma lavada. Vendo que a coisa mais rica do mundo é a simplicidade que só a natureza pode nos ensinar.
O que eu mais desejo é que em 2024 a floresta seja muito protegida. Mesmo.
Viva a Amazônia!
🌳🍀
#tbt
O ano era 2015 e fui pro Acre pela primeira vez (e voltei lá dois anos depois). Desde então, tenho uma saudade enorme. @vanessabalduyna, que sempre me recebeu em sua casa e me ensinou o que era Jirau (lugar onde eu lavei roupa, na última foto), dizia que eu tinha a alma acreana.
Mas o que vim contar foi o diálogo que tive com essas duas indígenas lindas, com quem passei dias brincando e nadando no Rio Muru, na aldeia Huni-Kuin, em Tarauacá. A mais velha era mais tímida, a mais nova muito espevitada e tinha vontade de conhecer outros lugares. Elas nunca tinham saído dali. Começou um diálogo que nunca mais esqueci, puxado pela caçula:
– Letícia, vc mora onde?
– Em São Paulo. Mas não nasci lá, nasci e cresci numa cidade muito pequenina. Mas hoje moro na capital.
– E mora muita gente lá?
– Onde? Em São Paulo?
– É.
– Mora… Mora muuuita gente lá.
– E você veio como pra cá?
– De avião até Rio Branco. Depois de carro e um trecho de barco até aqui. Nunca tinha andado assim de barco.
– É legal andar de carro?
– Vc nunca andou?
– Não. É legal?
– Sei lá. Acho normal. Nada demais. Você anda de quê?
– De barco pra todo lugar.
– E é legal andar de barco pra todo lugar?
– Sei lá. Normal. Nada demais.
Rimos. Prossigo:
– Pra mim foi bem especial andar de barco pela primeira vez pra vir pra cá. Cê vê que a gente se acostuma com as coisas e acaba achando tudo meio sem graça, mas no fundo tem muita graça.
Ela riu e concordou. E volta a me fazer perguntas:
– Rio Branco é bonito?
– Eu achei lindo. Vc nunca foi?
– Não. Mas eu devo ir com meu pai de carro pra Rio Branco, ele disse que vai me levar um dia.
Ela sai nadando e atravessa o rio mil vezes. Eu peço pra ela ter cuidado, e eu saio nadando toda medrosa. Que tolice a minha de achar que ela tem que ter cuidado porque é criança. Ela nasceu fazendo aquela travessia. A infância inteira é solta ali, nadando, andando. A floresta é casa delas. E a casa da gente aconchega, não assusta.
Fui embora do Acre de alma lavada. Vendo que a coisa mais rica do mundo é a simplicidade que só a natureza pode nos ensinar.
O que eu mais desejo é que em 2024 a floresta seja muito protegida. Mesmo.
Viva a Amazônia!
🌳🍀
#tbt
Primeira foto de 2024.
Tinha escrito mó textão, mas decidi me dar uma meta singela de ano novo: ser menos prolixa.
Então, pessoal… Feliz ano novo! 🍀
Que essa vibe de recomeço dê força e ânimo (e ânima) pras nossas andanças! ⚡️❤️
(📸 @sergio.roizenblit)
Parque da Luz, 2021. Camiseta que ganhei da @brunadamattasarubo, outra caipira que, como eu, veio pra “capitar” estudar teatro e viver a vida.
Há 16 anos me mudei pra cá. O tempo voa, olhando assim de longe. De perto não voa tanto, porque a selva de pedra, nessa dança tempo-espaço, sabe ser dura. Mas uma dureza modernista, sei lá, essa coisa louca de poder respirar poesia em vários cantos inusitados. De repente você entra num beco e é lindo. De repente você anda numa rua e ela é feia. De repente o feio vira lindo, o lindo é cinza, a fumaça é colorida, a poluição é tosse, as luzes dos prédios – algumas acesas, outras apagadas – fazem tudo parecer uma imensa árvore de Natal com gente que mora em cada lampadinha do pisca-pisca, gente, mas que loucura de lugar. Uma loucura interessante.
Lembro que, quando cheguei, vinda de uma pequeniníssima cidade, eu ficava imaginando o que cada janela dos prédios continha. Ou melhor, quem cada janela continha, e o que estariam fazendo aquelas pessoas. Algumas cantando parabéns, outras trans4ndo, outras infelizes pensando em morte, outras apenas vendo TV. Tanta coisa concomitante, tanta gente junta e separada.
Sei lá. Só sei que é nisso tudo que eu me perco e me acho todos os dias. Eu amo São Paulo.
25 de Janeiro – aniversário de Sampa, meu!
(E os paulistanos acham que não têm sotaque… paulistâââno, apartameeeiinto, Vila Madalêêna… Eu conto ou vocês contam?)
❤️