Letícia Tomazella Instagram – Parque da Luz, 2021. Camiseta que ganhei da @brunadamattasarubo, outra caipira que, como eu, veio pra “capitar” estudar teatro e viver a vida.
Há 16 anos me mudei pra cá. O tempo voa, olhando assim de longe. De perto não voa tanto, porque a selva de pedra, nessa dança tempo-espaço, sabe ser dura. Mas uma dureza modernista, sei lá, essa coisa louca de poder respirar poesia em vários cantos inusitados. De repente você entra num beco e é lindo. De repente você anda numa rua e ela é feia. De repente o feio vira lindo, o lindo é cinza, a fumaça é colorida, a poluição é tosse, as luzes dos prédios – algumas acesas, outras apagadas – fazem tudo parecer uma imensa árvore de Natal com gente que mora em cada lampadinha do pisca-pisca, gente, mas que loucura de lugar. Uma loucura interessante.
Lembro que, quando cheguei, vinda de uma pequeniníssima cidade, eu ficava imaginando o que cada janela dos prédios continha. Ou melhor, quem cada janela continha, e o que estariam fazendo aquelas pessoas. Algumas cantando parabéns, outras trans4ndo, outras infelizes pensando em morte, outras apenas vendo TV. Tanta coisa concomitante, tanta gente junta e separada.
Sei lá. Só sei que é nisso tudo que eu me perco e me acho todos os dias. Eu amo São Paulo.
25 de Janeiro – aniversário de Sampa, meu!
(E os paulistanos acham que não têm sotaque… paulistâââno, apartameeeiinto, Vila Madalêêna… Eu conto ou vocês contam?)
❤️ | Posted on 26/Jan/2024 01:04:12



