Antes de ir a NY, NY era o Paul Auster (como era Paul Simon e central park). Há uns 20 anos entrevistei-o, no terraço do Altis, com vista para a Cinemateca. Antes de gravar, já não sei porquê, disse-lhe que não guardava nada; respondeu que isso ia mudar com os anos. Tinha (alguma) razão. Continuei a lê-lo, fascinada com uma cena de um livro onde um homem reconstruía o seu mundo, com minúcia e paciência, até faltar uma peça, que era obviamente ele. Faltamos sempre nós. E agora falta ele, de faltar mesmo, ainda que, ao mesmo tempo, não: porque um escritor nunca falta. (E aqueles olhos-faróis…)
Dia do Trabalhador (post de pessoa cada vez mais politizada). 1. Esta é a imagem que vou usar quando me convidarem para trabalhar de borla, em especial tratando-se de instituições que têm guito. 2. Só não tenho a nostalgia inteira de não ter estado na Alameda, em 1974, porque tive um pouco essa sensação de plenitude no último 25 de Abril, na avenida. 3. Comovo-me de pensar no regresso de tantas pessoas para o 1 Maio. Naqueles que já puderam regressar a casa. Como o Zé Mário Branco.
Dia do Trabalhador (post de pessoa cada vez mais politizada). 1. Esta é a imagem que vou usar quando me convidarem para trabalhar de borla, em especial tratando-se de instituições que têm guito. 2. Só não tenho a nostalgia inteira de não ter estado na Alameda, em 1974, porque tive um pouco essa sensação de plenitude no último 25 de Abril, na avenida. 3. Comovo-me de pensar no regresso de tantas pessoas para o 1 Maio. Naqueles que já puderam regressar a casa. Como o Zé Mário Branco.
Dia do Trabalhador (post de pessoa cada vez mais politizada). 1. Esta é a imagem que vou usar quando me convidarem para trabalhar de borla, em especial tratando-se de instituições que têm guito. 2. Só não tenho a nostalgia inteira de não ter estado na Alameda, em 1974, porque tive um pouco essa sensação de plenitude no último 25 de Abril, na avenida. 3. Comovo-me de pensar no regresso de tantas pessoas para o 1 Maio. Naqueles que já puderam regressar a casa. Como o Zé Mário Branco.
Abri o melhor vinho que tinha em casa para celebrar o programa de televisão mais bonito que já fiz na vida (e já fiz muitos). Ainda estou a chorar. Deu há pouco na RTP3 e está disponível na RTP Play. Como se não tivesse sido eu a fazer. Como se não soubesse o que dizem a Maria do Céu e a Sara. Nas suas vidas, a minha vida, a vida da minha mãe, a vida das mulheres portuguesas cujas pernas foram cortadas pelo fascismo, as de trabalho invisível, mal remunerado, desconsideradas pelo patriarcado, as que dão erros ortográficos e não querem dar, aquelas cujas filhas são muito esforçadas, mas quem diria que teriam uma bolsa para estudar em NY, ou até aparecer na televisão, que tiveram oportunidades porque entretanto chegou a democracia. Neste programa, está a essência d’ Os Filhos da Madrugada. Bem hajam, Céu e Sara, por me ajudarem a pensar quem sou, por revelarem o país que somos. Por mim, por uns tempos, não preciso de ler mais livros de História: só preciso de as ouvir para perceber tudinho. As fotografias da Estelle Valente iluminam o que se passou, gravado no Porto há umas semanas.
Abri o melhor vinho que tinha em casa para celebrar o programa de televisão mais bonito que já fiz na vida (e já fiz muitos). Ainda estou a chorar. Deu há pouco na RTP3 e está disponível na RTP Play. Como se não tivesse sido eu a fazer. Como se não soubesse o que dizem a Maria do Céu e a Sara. Nas suas vidas, a minha vida, a vida da minha mãe, a vida das mulheres portuguesas cujas pernas foram cortadas pelo fascismo, as de trabalho invisível, mal remunerado, desconsideradas pelo patriarcado, as que dão erros ortográficos e não querem dar, aquelas cujas filhas são muito esforçadas, mas quem diria que teriam uma bolsa para estudar em NY, ou até aparecer na televisão, que tiveram oportunidades porque entretanto chegou a democracia. Neste programa, está a essência d’ Os Filhos da Madrugada. Bem hajam, Céu e Sara, por me ajudarem a pensar quem sou, por revelarem o país que somos. Por mim, por uns tempos, não preciso de ler mais livros de História: só preciso de as ouvir para perceber tudinho. As fotografias da Estelle Valente iluminam o que se passou, gravado no Porto há umas semanas.
Abri o melhor vinho que tinha em casa para celebrar o programa de televisão mais bonito que já fiz na vida (e já fiz muitos). Ainda estou a chorar. Deu há pouco na RTP3 e está disponível na RTP Play. Como se não tivesse sido eu a fazer. Como se não soubesse o que dizem a Maria do Céu e a Sara. Nas suas vidas, a minha vida, a vida da minha mãe, a vida das mulheres portuguesas cujas pernas foram cortadas pelo fascismo, as de trabalho invisível, mal remunerado, desconsideradas pelo patriarcado, as que dão erros ortográficos e não querem dar, aquelas cujas filhas são muito esforçadas, mas quem diria que teriam uma bolsa para estudar em NY, ou até aparecer na televisão, que tiveram oportunidades porque entretanto chegou a democracia. Neste programa, está a essência d’ Os Filhos da Madrugada. Bem hajam, Céu e Sara, por me ajudarem a pensar quem sou, por revelarem o país que somos. Por mim, por uns tempos, não preciso de ler mais livros de História: só preciso de as ouvir para perceber tudinho. As fotografias da Estelle Valente iluminam o que se passou, gravado no Porto há umas semanas.
Uma amiga acaba de me dizer que o melhor programa das 3 temporadas d’ Os Filhos da Madrugada foi o de ontem, com o Flávio Almada. Na primeira temporada, lembro-me de várias pessoas apontarem o Vítor Cardoso e o José Reis como preferidos. Na segunda, a Luísa Semedo… É sempre misterioso e inesperado este processo de escolha e identificação, e até a necessidade de escolher, preferir… Querem apontar os vossos? Gravei 82 programas e não consigo mesmo apontar um. Mas não resisto a dizer: não percam o programa com a Maria do Céu e a Sara Veiga, mãe e filha; a mãe foi empregada doméstica, a filha é tradutora. No corpo e na biografia delas, as possibilidades e as contingências do fascismo e da democracia. Terça feira, 30 Abril, 20h, na RTP3. Fotografia da Estelle Valente.
“E assim começou o primeiro dia do resto da minha vida”, resumiu Fernando Rosas sobre o 25 de Abril. Um país nasceu naquela madrugada e os cidadãos desse país formavam “rios de multidão que levavam a história na mão”. Estou a citar José Mário Branco na canção “Eu vi este povo a lutar”, para dizer que, além do que consta nos livros de História, há uma vida tangível que é transformada pelos grandes acontecimentos. E muitos anos mais tarde, quando o cheirinho de alecrim parecia ainda vivo e intacto, Leonor, a filha tardia de Fernando, ouviu falar de um dia em que o pai foi preso e o seu irmão mais velho passou dos braços do pai para os braços do avô. Ouviu incrédula? E mesmo sabendo que é um facto, até onde se compreende o que foi esse passado? Fernando Rosas Historiador, 1946 Leonor Rosas Antropóloga, 1999 Os Filhos da Madrugada RTP3, 1 Maio, 20h Fotografias de Estelle Valente
“E assim começou o primeiro dia do resto da minha vida”, resumiu Fernando Rosas sobre o 25 de Abril. Um país nasceu naquela madrugada e os cidadãos desse país formavam “rios de multidão que levavam a história na mão”. Estou a citar José Mário Branco na canção “Eu vi este povo a lutar”, para dizer que, além do que consta nos livros de História, há uma vida tangível que é transformada pelos grandes acontecimentos. E muitos anos mais tarde, quando o cheirinho de alecrim parecia ainda vivo e intacto, Leonor, a filha tardia de Fernando, ouviu falar de um dia em que o pai foi preso e o seu irmão mais velho passou dos braços do pai para os braços do avô. Ouviu incrédula? E mesmo sabendo que é um facto, até onde se compreende o que foi esse passado? Fernando Rosas Historiador, 1946 Leonor Rosas Antropóloga, 1999 Os Filhos da Madrugada RTP3, 1 Maio, 20h Fotografias de Estelle Valente
“E assim começou o primeiro dia do resto da minha vida”, resumiu Fernando Rosas sobre o 25 de Abril. Um país nasceu naquela madrugada e os cidadãos desse país formavam “rios de multidão que levavam a história na mão”. Estou a citar José Mário Branco na canção “Eu vi este povo a lutar”, para dizer que, além do que consta nos livros de História, há uma vida tangível que é transformada pelos grandes acontecimentos. E muitos anos mais tarde, quando o cheirinho de alecrim parecia ainda vivo e intacto, Leonor, a filha tardia de Fernando, ouviu falar de um dia em que o pai foi preso e o seu irmão mais velho passou dos braços do pai para os braços do avô. Ouviu incrédula? E mesmo sabendo que é um facto, até onde se compreende o que foi esse passado? Fernando Rosas Historiador, 1946 Leonor Rosas Antropóloga, 1999 Os Filhos da Madrugada RTP3, 1 Maio, 20h Fotografias de Estelle Valente
“E assim começou o primeiro dia do resto da minha vida”, resumiu Fernando Rosas sobre o 25 de Abril. Um país nasceu naquela madrugada e os cidadãos desse país formavam “rios de multidão que levavam a história na mão”. Estou a citar José Mário Branco na canção “Eu vi este povo a lutar”, para dizer que, além do que consta nos livros de História, há uma vida tangível que é transformada pelos grandes acontecimentos. E muitos anos mais tarde, quando o cheirinho de alecrim parecia ainda vivo e intacto, Leonor, a filha tardia de Fernando, ouviu falar de um dia em que o pai foi preso e o seu irmão mais velho passou dos braços do pai para os braços do avô. Ouviu incrédula? E mesmo sabendo que é um facto, até onde se compreende o que foi esse passado? Fernando Rosas Historiador, 1946 Leonor Rosas Antropóloga, 1999 Os Filhos da Madrugada RTP3, 1 Maio, 20h Fotografias de Estelle Valente
“E assim começou o primeiro dia do resto da minha vida”, resumiu Fernando Rosas sobre o 25 de Abril. Um país nasceu naquela madrugada e os cidadãos desse país formavam “rios de multidão que levavam a história na mão”. Estou a citar José Mário Branco na canção “Eu vi este povo a lutar”, para dizer que, além do que consta nos livros de História, há uma vida tangível que é transformada pelos grandes acontecimentos. E muitos anos mais tarde, quando o cheirinho de alecrim parecia ainda vivo e intacto, Leonor, a filha tardia de Fernando, ouviu falar de um dia em que o pai foi preso e o seu irmão mais velho passou dos braços do pai para os braços do avô. Ouviu incrédula? E mesmo sabendo que é um facto, até onde se compreende o que foi esse passado? Fernando Rosas Historiador, 1946 Leonor Rosas Antropóloga, 1999 Os Filhos da Madrugada RTP3, 1 Maio, 20h Fotografias de Estelle Valente
Se a ditadura não tivesse terminado naquela madrugada, Sara estaria condenada a repetir um padrão de vida de mulher pobre, remediada, sem estudos, sem autonomia. Estaria condenada a ficar emparedada na relação abusiva que viveu durante anos com um homem que precisava de lhe chamar burra e inútil para se sentir importante. Talvez fosse empregada doméstica, como a mãe. Talvez andasse horas, diariamente, no autocarro, com um bloco de notas onde apontaria os nomes de pessoas e de países começados por diferentes letras, para fazer um brilharete na noite de Natal, quando se juntam a jogar stop. Foi a Sara Veiga, tradutora e obviamente escritora, mesmo sem obra publicada, que me descreveu este tempo e esta biografia. Ela e a mãe são as convidadas do dia 30 Abril, terça feira, às 20h. Os Filhos da Madrugada Maria do Céu Veiga, reformada, 1955 Sara Veiga, tradutora, 1978 RTP3 Fotografias de Estelle Valente
Se a ditadura não tivesse terminado naquela madrugada, Sara estaria condenada a repetir um padrão de vida de mulher pobre, remediada, sem estudos, sem autonomia. Estaria condenada a ficar emparedada na relação abusiva que viveu durante anos com um homem que precisava de lhe chamar burra e inútil para se sentir importante. Talvez fosse empregada doméstica, como a mãe. Talvez andasse horas, diariamente, no autocarro, com um bloco de notas onde apontaria os nomes de pessoas e de países começados por diferentes letras, para fazer um brilharete na noite de Natal, quando se juntam a jogar stop. Foi a Sara Veiga, tradutora e obviamente escritora, mesmo sem obra publicada, que me descreveu este tempo e esta biografia. Ela e a mãe são as convidadas do dia 30 Abril, terça feira, às 20h. Os Filhos da Madrugada Maria do Céu Veiga, reformada, 1955 Sara Veiga, tradutora, 1978 RTP3 Fotografias de Estelle Valente
Se a ditadura não tivesse terminado naquela madrugada, Sara estaria condenada a repetir um padrão de vida de mulher pobre, remediada, sem estudos, sem autonomia. Estaria condenada a ficar emparedada na relação abusiva que viveu durante anos com um homem que precisava de lhe chamar burra e inútil para se sentir importante. Talvez fosse empregada doméstica, como a mãe. Talvez andasse horas, diariamente, no autocarro, com um bloco de notas onde apontaria os nomes de pessoas e de países começados por diferentes letras, para fazer um brilharete na noite de Natal, quando se juntam a jogar stop. Foi a Sara Veiga, tradutora e obviamente escritora, mesmo sem obra publicada, que me descreveu este tempo e esta biografia. Ela e a mãe são as convidadas do dia 30 Abril, terça feira, às 20h. Os Filhos da Madrugada Maria do Céu Veiga, reformada, 1955 Sara Veiga, tradutora, 1978 RTP3 Fotografias de Estelle Valente
Se a ditadura não tivesse terminado naquela madrugada, Sara estaria condenada a repetir um padrão de vida de mulher pobre, remediada, sem estudos, sem autonomia. Estaria condenada a ficar emparedada na relação abusiva que viveu durante anos com um homem que precisava de lhe chamar burra e inútil para se sentir importante. Talvez fosse empregada doméstica, como a mãe. Talvez andasse horas, diariamente, no autocarro, com um bloco de notas onde apontaria os nomes de pessoas e de países começados por diferentes letras, para fazer um brilharete na noite de Natal, quando se juntam a jogar stop. Foi a Sara Veiga, tradutora e obviamente escritora, mesmo sem obra publicada, que me descreveu este tempo e esta biografia. Ela e a mãe são as convidadas do dia 30 Abril, terça feira, às 20h. Os Filhos da Madrugada Maria do Céu Veiga, reformada, 1955 Sara Veiga, tradutora, 1978 RTP3 Fotografias de Estelle Valente
Se a ditadura não tivesse terminado naquela madrugada, Sara estaria condenada a repetir um padrão de vida de mulher pobre, remediada, sem estudos, sem autonomia. Estaria condenada a ficar emparedada na relação abusiva que viveu durante anos com um homem que precisava de lhe chamar burra e inútil para se sentir importante. Talvez fosse empregada doméstica, como a mãe. Talvez andasse horas, diariamente, no autocarro, com um bloco de notas onde apontaria os nomes de pessoas e de países começados por diferentes letras, para fazer um brilharete na noite de Natal, quando se juntam a jogar stop. Foi a Sara Veiga, tradutora e obviamente escritora, mesmo sem obra publicada, que me descreveu este tempo e esta biografia. Ela e a mãe são as convidadas do dia 30 Abril, terça feira, às 20h. Os Filhos da Madrugada Maria do Céu Veiga, reformada, 1955 Sara Veiga, tradutora, 1978 RTP3 Fotografias de Estelle Valente
Ontem estive em Arruda dos Vinhos. Sou sempre tão feliz lá! Obrigada pelo convite para participar na Feira do Livro. Mas o melhor de tudo foi ver a caligrafia da Irene Lisboa, a sua máquina de escrever, os óculos; a colecção de postais tem frases da autora, nascida em Arruda, e palavras elogiosas de pessoas como Alexandre O’Neill, Maria Velho da Costa, Eduardo Lourenço, Carlos de Oliveira, Joana Matos Frias… Eu fiquei maravilhada com este postal em que Irene fala do desejo de ter uma “alma asselvajada”. Era mesmo isso que eu queria. Vai para a porta do frigorífico, para o ver todos os dias (a ver se deixo de ser tão domesticada).
Patrícia Portela nasceu no dia em que, de certa maneira, tudo começou: no dia do levantamento das Caldas. Dias antes da Revolução, 50 anos acabados de fazer, portanto. É difícil dizer numa linha o que faz Patrícia Portela: é escritora, é dramaturga, é encenadora, tem uma cabeça original que parte e vai dar aos lugares mais inesperados, viveu entre a Bélgica e Portugal, viveu, criança, em Macau. Na sua nota biográfica escreve-se: “constrói mundos paralelos em livros e em outros formatos”. Os Filhos da Madrugada RTP3, 29 Abril, 20h Fotografias de Estelle Valente
Patrícia Portela nasceu no dia em que, de certa maneira, tudo começou: no dia do levantamento das Caldas. Dias antes da Revolução, 50 anos acabados de fazer, portanto. É difícil dizer numa linha o que faz Patrícia Portela: é escritora, é dramaturga, é encenadora, tem uma cabeça original que parte e vai dar aos lugares mais inesperados, viveu entre a Bélgica e Portugal, viveu, criança, em Macau. Na sua nota biográfica escreve-se: “constrói mundos paralelos em livros e em outros formatos”. Os Filhos da Madrugada RTP3, 29 Abril, 20h Fotografias de Estelle Valente
Patrícia Portela nasceu no dia em que, de certa maneira, tudo começou: no dia do levantamento das Caldas. Dias antes da Revolução, 50 anos acabados de fazer, portanto. É difícil dizer numa linha o que faz Patrícia Portela: é escritora, é dramaturga, é encenadora, tem uma cabeça original que parte e vai dar aos lugares mais inesperados, viveu entre a Bélgica e Portugal, viveu, criança, em Macau. Na sua nota biográfica escreve-se: “constrói mundos paralelos em livros e em outros formatos”. Os Filhos da Madrugada RTP3, 29 Abril, 20h Fotografias de Estelle Valente
Patrícia Portela nasceu no dia em que, de certa maneira, tudo começou: no dia do levantamento das Caldas. Dias antes da Revolução, 50 anos acabados de fazer, portanto. É difícil dizer numa linha o que faz Patrícia Portela: é escritora, é dramaturga, é encenadora, tem uma cabeça original que parte e vai dar aos lugares mais inesperados, viveu entre a Bélgica e Portugal, viveu, criança, em Macau. Na sua nota biográfica escreve-se: “constrói mundos paralelos em livros e em outros formatos”. Os Filhos da Madrugada RTP3, 29 Abril, 20h Fotografias de Estelle Valente
Patrícia Portela nasceu no dia em que, de certa maneira, tudo começou: no dia do levantamento das Caldas. Dias antes da Revolução, 50 anos acabados de fazer, portanto. É difícil dizer numa linha o que faz Patrícia Portela: é escritora, é dramaturga, é encenadora, tem uma cabeça original que parte e vai dar aos lugares mais inesperados, viveu entre a Bélgica e Portugal, viveu, criança, em Macau. Na sua nota biográfica escreve-se: “constrói mundos paralelos em livros e em outros formatos”. Os Filhos da Madrugada RTP3, 29 Abril, 20h Fotografias de Estelle Valente