Depois de umas dez tentativas consegui. Não tentem isso em casa.
Qual 🪗 dói mais?
Ninguém me perguntou, mas quero falar. Saí do cinema achando o filme meio ruim. Talvez pela expectativa criada pelo primeiro. Talvez porque realmente não goste tanto da história da Riley fora da cabeça. O dilema adolescente de precisar desesperadamente fazer qualquer coisa para ser aceito pelos populares me parece um retrato meio tosco ou americanão demais da adolescência. Me incomoda essa ideia de que o adolescente perde a personalidade e vira um ventrículo de repetir o que precisa para ser aceito. Além disso, as personagens das amigas não tem nenhum contorno, são só um arquétipo das “amigas antigas” e das “novas possíveis amigas descoladas”. O dilema do primeiro me parecia muito mais crível e bem construído, e me fazia gostar da Riley. Nesse achei ela só uma adolescente boba. E não acho que essa é uma condição inerente da adolescência (vide os filmes gloriosos dos anos 80 do John Huges, tipo Breakfast Club e Curtindo a Vida Adoidado). Mas o dia seguinte do filme as vezes esclarece mais que o próprio momento da exibição. Tem filme que você gosta na hora e some no dia seguinte. Tem filme que você detesta na hora, mas permanece. Esse filme cresceu no dia seguinte e só vem crescendo. A ansiedade me ajudou a entender um monte de coisa sobre a minha amiga ansiedade que mora aqui dentro na vida real. Me ajudou a entender quando que ela entrou na minha vida, quantas malas ela trouxe, os gatilhos que a fazem crescer, as armadilhas que ela puxa aqui dentro. Me ajudou a entender como ela é, e também a saber gostar dela. Tá ali. É um bichinho meu. Faz parte de quem eu sou. Tá tudo bem. Continuo achando vários problemas na trama, vários clichês que me incomodam, sentindo falta de mais sacadas geniais como no primeiro, mas… tem um algo a mais. Tem umas obras que captam alguma coisa que tá no ar, algum espírito do tempo, e acho que esse filme faz isso. Ele tem a alma de um meme auto depreciativo. Ele ri da nossa desgraça. Num mundo em que os divertidamente estão tão bagunçados, mas a gente tenta tão arduamente fazer parecer que estamos (Continua nos comentários)
Relato de um domingo de ressaca Hoje faz treze anos que Caetano atravessou a rua concentrado no Leblon. Lembrei de um ensaio da revista Piauí em que o próprio estagiário que escreveu essa matéria explicava o raciocínio por trás da escolha de um acontecimento tão prosaico para estampar um site de notícias. Não lembro do raciocínio agora. Minha memória anda uma merda. Eu acho que foi o Covid. Depois do Covid ela nunca mais foi a mesma. Eu lembro da sensação das coisas mas esqueço os detalhes, muitas vezes. Eu lembro que a explicação do jornalista era boa. Tinha alguma coisa irônica, uma tentativa subversiva de sacanear o estado das coisas – ou foi só uma ideia que a pessoa chegou a posteriori para se sair melhor. Domingo de ressaca é muito difícil sair da cama. Venho tentando recuperar meu apetite para a vida social, mas isso quase sempre vem acompanhado da ressaca, o que me faz querer quase sempre voltar para a vida não tão social. Mas não. A vida social me faz mais feliz. A amizade se faz no exercício da presença. Nunca fiz amigos bebendo leite, já disse alguém. Amanda tinha me pedido para postar uma crônica essa semana. Vai essa aqui mesmo, errática como a terapia dessa semana, prosaica como uma pessoa atravessando a rua concentrada. Ps: talvez a matéria não dissesse exatamente “atravessa a rua concentrado”. Mas é como eu me lembro.
Relato de um domingo de ressaca Hoje faz treze anos que Caetano atravessou a rua concentrado no Leblon. Lembrei de um ensaio da revista Piauí em que o próprio estagiário que escreveu essa matéria explicava o raciocínio por trás da escolha de um acontecimento tão prosaico para estampar um site de notícias. Não lembro do raciocínio agora. Minha memória anda uma merda. Eu acho que foi o Covid. Depois do Covid ela nunca mais foi a mesma. Eu lembro da sensação das coisas mas esqueço os detalhes, muitas vezes. Eu lembro que a explicação do jornalista era boa. Tinha alguma coisa irônica, uma tentativa subversiva de sacanear o estado das coisas – ou foi só uma ideia que a pessoa chegou a posteriori para se sair melhor. Domingo de ressaca é muito difícil sair da cama. Venho tentando recuperar meu apetite para a vida social, mas isso quase sempre vem acompanhado da ressaca, o que me faz querer quase sempre voltar para a vida não tão social. Mas não. A vida social me faz mais feliz. A amizade se faz no exercício da presença. Nunca fiz amigos bebendo leite, já disse alguém. Amanda tinha me pedido para postar uma crônica essa semana. Vai essa aqui mesmo, errática como a terapia dessa semana, prosaica como uma pessoa atravessando a rua concentrada. Ps: talvez a matéria não dissesse exatamente “atravessa a rua concentrado”. Mas é como eu me lembro.
Relato de um domingo de ressaca Hoje faz treze anos que Caetano atravessou a rua concentrado no Leblon. Lembrei de um ensaio da revista Piauí em que o próprio estagiário que escreveu essa matéria explicava o raciocínio por trás da escolha de um acontecimento tão prosaico para estampar um site de notícias. Não lembro do raciocínio agora. Minha memória anda uma merda. Eu acho que foi o Covid. Depois do Covid ela nunca mais foi a mesma. Eu lembro da sensação das coisas mas esqueço os detalhes, muitas vezes. Eu lembro que a explicação do jornalista era boa. Tinha alguma coisa irônica, uma tentativa subversiva de sacanear o estado das coisas – ou foi só uma ideia que a pessoa chegou a posteriori para se sair melhor. Domingo de ressaca é muito difícil sair da cama. Venho tentando recuperar meu apetite para a vida social, mas isso quase sempre vem acompanhado da ressaca, o que me faz querer quase sempre voltar para a vida não tão social. Mas não. A vida social me faz mais feliz. A amizade se faz no exercício da presença. Nunca fiz amigos bebendo leite, já disse alguém. Amanda tinha me pedido para postar uma crônica essa semana. Vai essa aqui mesmo, errática como a terapia dessa semana, prosaica como uma pessoa atravessando a rua concentrada. Ps: talvez a matéria não dissesse exatamente “atravessa a rua concentrado”. Mas é como eu me lembro.
1. As pernas crescem demais 2. ⚡️ 🐓 🎱 3. Arte 4. Em busca do reconhecimento 5. Quando você perceber será tarde demais 6. Ele acordou para vencer 7. Tarantino 8. Nojo, Mickey, Raiva, Riley, Ansiedade 9. IV 10. Na boca vermelho cereja no teto vermelho neon
1. As pernas crescem demais 2. ⚡️ 🐓 🎱 3. Arte 4. Em busca do reconhecimento 5. Quando você perceber será tarde demais 6. Ele acordou para vencer 7. Tarantino 8. Nojo, Mickey, Raiva, Riley, Ansiedade 9. IV 10. Na boca vermelho cereja no teto vermelho neon
1. As pernas crescem demais 2. ⚡️ 🐓 🎱 3. Arte 4. Em busca do reconhecimento 5. Quando você perceber será tarde demais 6. Ele acordou para vencer 7. Tarantino 8. Nojo, Mickey, Raiva, Riley, Ansiedade 9. IV 10. Na boca vermelho cereja no teto vermelho neon
1. As pernas crescem demais 2. ⚡️ 🐓 🎱 3. Arte 4. Em busca do reconhecimento 5. Quando você perceber será tarde demais 6. Ele acordou para vencer 7. Tarantino 8. Nojo, Mickey, Raiva, Riley, Ansiedade 9. IV 10. Na boca vermelho cereja no teto vermelho neon
1. As pernas crescem demais 2. ⚡️ 🐓 🎱 3. Arte 4. Em busca do reconhecimento 5. Quando você perceber será tarde demais 6. Ele acordou para vencer 7. Tarantino 8. Nojo, Mickey, Raiva, Riley, Ansiedade 9. IV 10. Na boca vermelho cereja no teto vermelho neon
1. As pernas crescem demais 2. ⚡️ 🐓 🎱 3. Arte 4. Em busca do reconhecimento 5. Quando você perceber será tarde demais 6. Ele acordou para vencer 7. Tarantino 8. Nojo, Mickey, Raiva, Riley, Ansiedade 9. IV 10. Na boca vermelho cereja no teto vermelho neon
1. As pernas crescem demais 2. ⚡️ 🐓 🎱 3. Arte 4. Em busca do reconhecimento 5. Quando você perceber será tarde demais 6. Ele acordou para vencer 7. Tarantino 8. Nojo, Mickey, Raiva, Riley, Ansiedade 9. IV 10. Na boca vermelho cereja no teto vermelho neon
1. As pernas crescem demais 2. ⚡️ 🐓 🎱 3. Arte 4. Em busca do reconhecimento 5. Quando você perceber será tarde demais 6. Ele acordou para vencer 7. Tarantino 8. Nojo, Mickey, Raiva, Riley, Ansiedade 9. IV 10. Na boca vermelho cereja no teto vermelho neon
1. As pernas crescem demais 2. ⚡️ 🐓 🎱 3. Arte 4. Em busca do reconhecimento 5. Quando você perceber será tarde demais 6. Ele acordou para vencer 7. Tarantino 8. Nojo, Mickey, Raiva, Riley, Ansiedade 9. IV 10. Na boca vermelho cereja no teto vermelho neon
1. As pernas crescem demais 2. ⚡️ 🐓 🎱 3. Arte 4. Em busca do reconhecimento 5. Quando você perceber será tarde demais 6. Ele acordou para vencer 7. Tarantino 8. Nojo, Mickey, Raiva, Riley, Ansiedade 9. IV 10. Na boca vermelho cereja no teto vermelho neon
Seguindo a retrospectiva dos clipes, esse é O Velho e O Mar, dirigido pelo meu amigo Fabian Cantieri. A música fala sobre a ideia de que é a experiência que pode dar sentido à vida. Eu tinha começado a ler algumas coisas do Sartre (principalmente o livro “existencialismo é um humanismo”) quando escrevi essa música. Mesmo que tenha entendido ainda superficialmente muito daquele pensamento – que é extremamente complexo e cheio de nuances, e ainda hoje me escapa – aquele texto me causou uma impressão muito profunda. A possibilidade de pensar que a vida não tem um sentido pré-existente, absoluto, mas que ainda sim ele pode ser inventado ou escolhido – e que essa justamente é a responsabilidade de cada indivíduo – me abriu uma janela de compreensão para a realidade. Eu ainda era ateu àquela época e a sensação de ausência de sentido me angustiava. A música fala sobre esse sentimento de encontro com uma possibilidade mais luminosa de existência, da eleição de alguns movimentos da vida como chaves: a coragem, os encontros, as estradas, os amores, as amizades, uma postura assertiva diante da vida (o que em algum lugar também dialogava com O Velho e O Mar do Hemingway). Esse é o coração do disco Pearl. A ideia do clipe era traduzir um pouco disso, ou ao menos a parcela da ideia de experiência como força motriz da vida. A premissa, portanto, era viver uma experiência catártica e registrar isso com uma câmera. Uma missão ingrata, porque não se escolhe exatamente viver uma experiência transformadora. Geralmente essas vem à nossa revelia. Mas, mesmo diante dessa contradição empírica, tentamos. Reunimos um grupo de amigos, fomos para uma cidade no litoral do Rio chamada Carapebus, em busca de alguma coisa que não sabíamos exatamente o que era. (Continua nos comentários)
Por qual cidade você quer que a turnê passe? 🎟️ Ingressos disponíveis nos stories 🖼️ Arte por @gabe_____lima
Hoje veio ao mundo uma parceria minha com Erasmo Carlos e Emicida. Uma loucura escrever essa frase. Isso aconteceu porque o filho do Erasmo, Leo, encontrou inúmeros rabiscos de letras do seu pai que nunca haviam sido musicadas. Fui incumbido da missão de criar uma melodia para “Tijuca Maluca”, uma letra autobiográfica sobre sua infância na Tijuca e a entrada no mundo da musica. É uma letra linda, em que ele conta orgulhoso e surpreso de onde veio e para onde foi. Carrega uma humildade genuína, um espanto com a trajetória que percorreu. E carrega também um sentimento de nostalgia sacana que me remete ao filme Amarcord de Felini. Existe uma doçura, e também uma pilantragem, e, junto com @marcuspreto, imaginamos um lugar musical que remetesse ao universo do Jorge Ben (parceiro tijucano de Erasmo citado na letra), pilantra por excelência, que sabia tão bem colocar em música mais palavras do que pareciam caber numa estrofe melódica. Para completar tudo, Emicida decidiu criar alguns versos em cima da letra do Erasmo, narrando alguns pontos que ficaram de fora da letra original. Como o terror dos namorados. E o disco de 1971 que mudou minha vida. E a de tanta gente. Erasmo Esteves (Tijuca Maluca) está no mundo. Um salve ao meu ídolo Erasmo Carlos que não tive o prazer de conhecer nesse plano, mas que certamente já conheci em algum outro. Espero que gostem
Você tem a sua?
Esse é o clipe de Colégio. Filmado em 2018, dirigido por mim, o roteiro escrito em parceria com @mottamaira e @pedroriguetti a partir da conversa com quase cem estudantes do ensino médio. Não vou explicar demais porque as imagens já contam tudo. É um dos trabalhos pelos quais tenho mais carinho. Direção Rubel Produção Danielle Villanova Victor Clin Roteiro Rubel Maíra Motta Pedro Riguetti Direção de Fotografia Bruno Tiezzi Assistência de Fotografia Nicholas Andueza Direção de Arte Luísa Pollo Assistência de Arte Michele Reyes Contrarregra Cleber Junior Figurino Barbara Tavares Assistência de Figurino Joana Tavares Maquiagem Maria Fauv Edição Ilan Vale Correção de Cor Sergio Pasqualino Chefe de Elétrica Luiz Xerém Eletricista Ricardo Assistência de Elétrica Arthur Demerson Motorista Leco Apoio Monster Cam Bravo! Xerém Realização Dorileo Alameda Produções
Alô Bahia, Alô Brasil Concha Acústica confirmada Com banda completa E participação da MC Carol Se você mora em Salvador vem Se você não mora em Salvador, aproveita e vai pra Salvador também Ingressos disponíveis nos stories 🖼️ @manuellaleal
Alô Bahia, Alô Brasil Concha Acústica confirmada Com banda completa E participação da MC Carol Se você mora em Salvador vem Se você não mora em Salvador, aproveita e vai pra Salvador também Ingressos disponíveis nos stories 🖼️ @manuellaleal
Alô Bahia, Alô Brasil Concha Acústica confirmada Com banda completa E participação da MC Carol Se você mora em Salvador vem Se você não mora em Salvador, aproveita e vai pra Salvador também Ingressos disponíveis nos stories 🖼️ @manuellaleal