É por razões económicas que comemos como comemos, e infelizmente não repensamos as nossas escolhas vezes suficientes, justificando que comemos assim porque sempre comemos assim, no entanto só comemos assim desde dos anos 60. Estou a falar sobretudo do binómio carne/peixe acompanhamentos, sendo estes últimos cereais refinados ou feculentos cozidos ou fritos, ausência de legumes e leguminosas, oleaginosas, fruta e outras plantas. Esta maneira de comer levou a dois colapsos: o ambiental, que estamos a assistir (vejam o última Dica de Sustentabilidade sobre isso) e o da saúde, com a maior parte da população ocidental a morrer por causa da sua alimentação e estilo de vida. Normalizaram-se idas ao médico, check ups para despistes, mau estar generalizado e comprimidos de toma diária. Mas isto não é o normal. É, no entanto, uma rentável parceria entre a indústria alimentar e a farmacêutica. Comer equilibrado é saudável para quem o faz e para o planeta. O prato diário gosta de se encher de legumes, da estação, de produção local, ou os que tiver à mão. 1/4 do prato com feculentos (batata frita não conta, só em dia de festa) ou cereais integrais como quinoa, arroz, millet, trigo sarraceno, cevada, aveia, espelta, o que gostar. E 1/4 com proteína vegetal: feijão, grão-de-bico, lentilhas, favas, ervilhas, etc. A abundância e a riqueza que há nisto, e simultaneamente a simplicidade valem a pena que experimente. Experimente. Pela sua saúde, dos seus filhos e do planeta, que está em muito mau estado por alimentar tanta gente tão mal durante os últimos 70 anos. Liberte-se do binómio e dos acompanhamentos. Encha o prato de coisas boas ❤️
💕GRANOLA DE CHOCOLATE💕 Por razões de tempo tenho comprado granola bio já feita, mas, para além de ser cara e ser mais uma embalagem de plástico que tenho em casa, tem sempre ingredientes que eu não quero e açúcares em excesso. Resolvi testar esta em casa e fica uma delícia. Sempre que vou à cozinha roubo um ou outro cluster. Fica deliciosa com leite ou iogurte vegetal. O segredo é deixa-la assar lentamente, para o chocolate não queimar. 3 CHAV FLOCOS DE AVEIA GROSSOS 1 CHAV DE NOZES PICADAS GROSSEIRAMENTE (ou outra) 2 C. SOPA DE SEMENTES DE GIRASSOL (ou outra) 1/4 CHAV DE COCO RALADO 3 C SOPA DE AÇÚCAR DE COCO (OU OUTRO) UMA PITADA DE SAL 1/3 CHAV DE CACAU EM PÓ 1/4 CHAV DE AZEITE 1/2 CHAV GELEIA DE ARROZ Misturar todos os ingredientes numa taça. Colocar num tabuleiro de ir ao forno, forrado com papel vegetal. Levar ao forno a 150 ºC durante 20 mn. Desligar o forno e deixar a granola dentro do forno até arrefecer. Quando estiver fria, colocar em frascos hermeticamente fechados, se não a comer toda de uma vez.
🍛CARIL DE LENTILHAS E ACELGAS🍛 Demolhe já as lentilhas, faça esta delícia para o fim de semana! Super simples fica uma maravilha, rende para 4 à vontade e dá cerca de 1€/pessoa. Receitas que não dão trabalho, rendem e são baratinhas dão muito jeito nesta altura. Aqui vai: 100 g lentilhas secas (cerca 1 1/2 chavenas) – 0,60€ 2 c sopa de azeite – 0,22€ 1 cebola – 0,155€ 2 dentes de alho – 0,03€ 1 cenoura – 0,10€ 3 folhas de acelga (ou espinafres, couve, o que tiver) – 0,40€ 1 c. sopa caril em pó – 0,18€ ½ c chá de cominhos – 0,04€ ½ c chá paprica fumada – 0,08€ 1 lata de leite de coco bio – 2€ 4 c sopa de concentrado de tomate – 0,42€ 1 lata de leite de coco cheia de água Uma pitada de sal Demolhar as lentilhas 8 horas ou uma noite. Escorrer a água e lavar bem. Reservar. Cortar a cebola em meias luas e picar o alho. Refogar no azeite até dourar. Juntar a cenoura ralada e envolver. Adicionar as especiarias e envolver. Juntar as lentilhas, o leite de coco, as acelgas cortadas aos pedaços, o concentrado de tomate, a água e o sal. Envolver e deixar cozinhar durante 20 mn. Desligar e descansar 5 mn. Pode comer assim mesmo, ou juntar um fio de iogurte e ervas aromáticas, com arroz ou chapatis.
💛 CREPES DE VEGETAIS NO FORNO 💛 Ficam uma delícia! E pode usar outros legumes que tenha disponíveis. 1 pedaço de couve branca ou coração 1 cenoura média 1 pedaço de alho de francês Azeite/oleo de sesamo Cerca de 1 c s molho de soja Massa filo Corte os legumes aos pedaços e depois triture-os no processador até ficarem picadinhos. Pode cortar com a faca também : ) Numa frigideira aqueça azeite ou oleo de sesamo. Salteie os legumes até estarem tenros (cerca de 5 mn). Junte molho de soja e envolva. Quando o molho de soja estiver completamente incorporado, está pronto. Coloque num prato para arrefecer. Estique a massa filo na bancada, dobre a meio. Coloque o recheio no fundo, pincele as bordas todas com água e enrole, como no vídeo. Depois de todos prontos, pincele com azeite e leve ao forno a 180C durante 20 mn ou até estar dourado. Coma quentes 💛 E paz no mundo 💛
Vai um desabafo que nem a minha maçaroca conseguiu silenciar 🫢 Vou seguindo chefs, programas de tv de culinária e contas sobre sustentabilidade mas fico sempre com um amargo no coração da desconexão geral que há dos três. Uns só falam de comida, em variações infinitas das mesmas receitas de carne e peixe, sem qualquer cuidado com nutrição ou sustentabilidade. Os que falam de sustentabilidade raramente falam de comida, parece que sustentabilidade é só transição energética e combustíveis fósseis. Os que falam de nutrição só falam de calorias, produtos magros, gorduras, hidratos e proteínas, sem noção de sustentabilidade nem de comida. E foi nessas caixinhas que puseram assuntos que necessariamente se devem tocar, exactamente como a Natureza funciona, em cooperação. Mas parece que já nem hoje os humanos cooperam com os seus próximos. E passam o tempo a encontrar soluções temporárias para problemas que causaram: crise energética, vamos cortar árvores para por painéis solares. (Que causa também) Crise da água? Vamos dar apoio financeiro aos agricultores. População em pré-obesidade, com doenças cardiovasculares e diabetes? Vamos fazer mais rastreios. Damn. Se em vez de destruirmos coisas para construir outras que vão dar a um novo problema, se pararmos de dividir tudo em caixinhas como se não estivesse tudo interligado, e pensássemos que tudo aquilo que fazemos, tal como na Natureza, está interligado, poderíamos encontrar rapidamente uma solução. Na sua casa também. A sua comida pode (e deve) também nutrir. O que nutre pode também ter um impacto positivo no planeta. E ser medicina, melhor que qualquer comprimido. Se começarmos a pensar como a Natureza está feita para agir, em constante colaboração, respeito e de forma generosa, as caixinhas desaparecem e o mundo fica bem melhor 💛 Esta é a minha maçaroca de estimação. Não, ainda não a consegui comer.
♥️Feliz Outubro! Aquele mês em que temos de começar a assumir que o Verão, não tarda, vai embora. 🥣Como a Natureza é muito sábia, dá-nos alimentos que nos enraizam, nutrem e sabem bem quentes, precisamos de tecido adiposo extra para aguentar o frio que lá vem sem termos que entrar em hibernação. É também agora que começa uma época de maior recolhimento e de menos energia. Aceitar isso é importante, não precisamos de insistir que temos de ter os mesmos níveis de energia e produtividade o tempo todo. Outono é também uma época de equilíbrio em que o dia e a noite têm a mesma duração. 🌀Outono é ainda época de celebrar abundância que veio nos últimos meses e deixar ir o que já não serve. De morte e renascimento, como as árvores de folhas caducas. 🥬É época de abóboras de todas as formas e sabores, nozes, dióspiros, uvas, maçãs, pêras (ah ah, não, não existem no ano inteiro!) romãs, batatas, acelgas, kale, couves, beterrabas, espinafres, funcho, castanhas, nabos, nabiças, grelos, brócolos, agrião, coisas que ficam boas quentes e que, só de as enumerar, se pensa logo em estufados, assados e sopas. 🌰É época de magustos, da água pé e da jeropiga, uma bebida tradicional portuguesa que se prepara adicionando aguardente ao mosto de uva, para parar a fermentação. É época das vindimas. E ainda de aproveitar as sobras do Verão como pimentos, tomates e beringelas. Se seguirmos o ciclo da Natureza, que está completamente alinhado connosco, encontramos mais facilmente o nosso equilibrio. 🔥Ancestralmente, no Outono celebrava-se o novo ano. O Equinócio de Outono chamava-se Mabon, com o primeiro festival da colheita, chamado Lughnasadh, em que se agradecia aos deuses e é Grande Deusa – sim, nem sempre Deus foi uma figura masculina, pelo contrário! A Deusa, a Senhora da Colheita, a Mãe Terra, era quem se celebrava no antigamente. 🥔Estes legumes bonitos foram do Farmer’s Market da @quinta_da_ribeira do passado sábado (não, este post não é patrocinado). Aproveite para celebrar a estação saindo do supermercado e indo comprar a sua comida aos produtores que as plantam, perto de si, de forma justa e equilibrada.
♥️Feliz Outubro! Aquele mês em que temos de começar a assumir que o Verão, não tarda, vai embora. 🥣Como a Natureza é muito sábia, dá-nos alimentos que nos enraizam, nutrem e sabem bem quentes, precisamos de tecido adiposo extra para aguentar o frio que lá vem sem termos que entrar em hibernação. É também agora que começa uma época de maior recolhimento e de menos energia. Aceitar isso é importante, não precisamos de insistir que temos de ter os mesmos níveis de energia e produtividade o tempo todo. Outono é também uma época de equilíbrio em que o dia e a noite têm a mesma duração. 🌀Outono é ainda época de celebrar abundância que veio nos últimos meses e deixar ir o que já não serve. De morte e renascimento, como as árvores de folhas caducas. 🥬É época de abóboras de todas as formas e sabores, nozes, dióspiros, uvas, maçãs, pêras (ah ah, não, não existem no ano inteiro!) romãs, batatas, acelgas, kale, couves, beterrabas, espinafres, funcho, castanhas, nabos, nabiças, grelos, brócolos, agrião, coisas que ficam boas quentes e que, só de as enumerar, se pensa logo em estufados, assados e sopas. 🌰É época de magustos, da água pé e da jeropiga, uma bebida tradicional portuguesa que se prepara adicionando aguardente ao mosto de uva, para parar a fermentação. É época das vindimas. E ainda de aproveitar as sobras do Verão como pimentos, tomates e beringelas. Se seguirmos o ciclo da Natureza, que está completamente alinhado connosco, encontramos mais facilmente o nosso equilibrio. 🔥Ancestralmente, no Outono celebrava-se o novo ano. O Equinócio de Outono chamava-se Mabon, com o primeiro festival da colheita, chamado Lughnasadh, em que se agradecia aos deuses e é Grande Deusa – sim, nem sempre Deus foi uma figura masculina, pelo contrário! A Deusa, a Senhora da Colheita, a Mãe Terra, era quem se celebrava no antigamente. 🥔Estes legumes bonitos foram do Farmer’s Market da @quinta_da_ribeira do passado sábado (não, este post não é patrocinado). Aproveite para celebrar a estação saindo do supermercado e indo comprar a sua comida aos produtores que as plantam, perto de si, de forma justa e equilibrada.
Quando digo “encher o prato de legumes” isto é o que eu digo e o que eu faço ☺️ se pensarmos que a maneira como comemos hoje deve-se apenas a uma jogada de marketing interesseira dos últimos 50 anos, conseguimos pensar também fora da caixa e ligados ao nosso corpo e ao que mos rodeia. Não faz sentido dividir o prato em dois: carne/peixe e acompanhamentos; essa escolha é responsável pela actual destruição do planeta e da saúde dos humanos, então é bom repensá-la. Este meu almoço demorou menos de meia hora a fazer. Assei batata doce com um pouco de paprica fumada e tomilho. Salteei bimis, cenoura e acelgas, com um pouco de gengibre e depois juntei grão cozido. Vapt vupt, ficou pronto num instante, é só ir sacudindo a frigideira. E depois um montão de folhas verdes com molho de balsâmico que uma amiga me trouxe de Itália e que é tão bom que apetece comer à colher. Tão bom. Tão fácil. Tantas texturas. Tão colorido. E agora, encha o prato de legumes! 💚
Ao perdermos o contacto com a Natureza perdemos o contacto connosco e com os outros. Reconecte-se. Vá a lagos, cascatas, florestas, bosques, quintas, à praia. Saia do betão, nem que seja por uma hora. 💚
Saia dos super e hipermercados e conheça os produtores perto de si. Este foi em Sintra, na @quinta_da_ribeira onde encontrei a querida Sara da @ecoexperience_pt que tem uma Nãotella absolutamente viciante (que sabe a Ferrero Rocher 🤭). E espanta-espíritos em capulana @capulanawithlove . Do mercado vê a quinta, vê como foi plantado o que está a comprar e vai comer. Procure produtores perto de si, apoie negócios locais, quem cuida bem desta terra e nos nutre bem também ✨
BERINGELA ASSADA COM PURÉ DE ABÓBORA Última chamada para as beringelas, que vão ficar na estação que passou, entram as abóboras para dar conforto enquanto chove. Vai tudo com casca, não queremos desperdícios comestíveis. Fica mesmo bom. Para as beringelas Beringelas q.b. (Usei pequenas mas se não encontrar use 1 para 2 pessoas, aos pedaços) 4 dentes de alho 1/2 ramo de salsa Sumo de meio limão Azeite Sal Para o puré 1/2 abóbora butternut cortada aos cubinhos Azeite Sal Paprica fumada 1 chav de grão de bico Azeite Pimenta preta Água q.b. Corte as beringelas. Pique o alho e a salsa. Junte o limão, azeite e sal e envolva nas beringelas. Asse durante 30 mn a 180C. Corte a abóbora em cubinhos. Regue com um fio de azeite, sal e pitada de paprica fumada. Forno 30 mn a 180C. Coloque o grão no processador, junte a abóbora assada e triture. Junte um fio de azeite e água até ficar cremoso. Rectifique os temperos. Coloque o puré num prato, as beringelas por cima, fio de azeite, pimenta preta e ervinhas da estação (e usei umas folhinhas pequenas de uma manjericão que tenho aqui na minha cozinha quase a falecer). Coma bem quentinho ❤️
Mercado de produtores de Loulé. Acontece aos sábados de manhã à volta do mercado da cidade e é uma delícia. Fui na quimera de encontrar figos mas já só os encontrei secos. Pingo de mel secos da região são uma iguaria. Feliz por encontrar brócolos com folhas e floretes que não estão em estereoides como os que encontramos nos supermercados. Vários piri-piris para quem gosta de abusar do 🔥 . Marmelos, feijão verde, feijão fresco, os últimos tomates coração-de-boi ainda carregados de sabor e ainda encontrei mini pepinos para conservar em salmoura (depois passo-vos a receita). Em todo o lado perguntam se não quer coentros, fica um aroma a coentros por todo o lado, a erva que lembra sempre o Algarve. Leve sacos reutilizáveis e um grande para as compras todas- e compre a mais para poder fazer conservas para o ano e lembrar a abundância do Verão nos dias mais frios✨
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Mercado de produtores de Loulé. Acontece aos sábados de manhã à volta do mercado da cidade e é uma delícia. Fui na quimera de encontrar figos mas já só os encontrei secos. Pingo de mel secos da região são uma iguaria. Feliz por encontrar brócolos com folhas e floretes que não estão em estereoides como os que encontramos nos supermercados. Vários piri-piris para quem gosta de abusar do 🔥 . Marmelos, feijão verde, feijão fresco, os últimos tomates coração-de-boi ainda carregados de sabor e ainda encontrei mini pepinos para conservar em salmoura (depois passo-vos a receita). Em todo o lado perguntam se não quer coentros, fica um aroma a coentros por todo o lado, a erva que lembra sempre o Algarve. Leve sacos reutilizáveis e um grande para as compras todas- e compre a mais para poder fazer conservas para o ano e lembrar a abundância do Verão nos dias mais frios✨
Mercado de produtores de Loulé. Acontece aos sábados de manhã à volta do mercado da cidade e é uma delícia. Fui na quimera de encontrar figos mas já só os encontrei secos. Pingo de mel secos da região são uma iguaria. Feliz por encontrar brócolos com folhas e floretes que não estão em estereoides como os que encontramos nos supermercados. Vários piri-piris para quem gosta de abusar do 🔥 . Marmelos, feijão verde, feijão fresco, os últimos tomates coração-de-boi ainda carregados de sabor e ainda encontrei mini pepinos para conservar em salmoura (depois passo-vos a receita). Em todo o lado perguntam se não quer coentros, fica um aroma a coentros por todo o lado, a erva que lembra sempre o Algarve. Leve sacos reutilizáveis e um grande para as compras todas- e compre a mais para poder fazer conservas para o ano e lembrar a abundância do Verão nos dias mais frios✨
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Mercado de produtores de Loulé. Acontece aos sábados de manhã à volta do mercado da cidade e é uma delícia. Fui na quimera de encontrar figos mas já só os encontrei secos. Pingo de mel secos da região são uma iguaria. Feliz por encontrar brócolos com folhas e floretes que não estão em estereoides como os que encontramos nos supermercados. Vários piri-piris para quem gosta de abusar do 🔥 . Marmelos, feijão verde, feijão fresco, os últimos tomates coração-de-boi ainda carregados de sabor e ainda encontrei mini pepinos para conservar em salmoura (depois passo-vos a receita). Em todo o lado perguntam se não quer coentros, fica um aroma a coentros por todo o lado, a erva que lembra sempre o Algarve. Leve sacos reutilizáveis e um grande para as compras todas- e compre a mais para poder fazer conservas para o ano e lembrar a abundância do Verão nos dias mais frios✨
🥬SALADA DE KALE & PÊRA CARAMELIZADA🍐 Algo de fantástico acontece quando se vai a um mercado de produtores, a uma quinta ou se recebe um cabaz de legumes e fruta: a mente torna-se mais criativa. Temos que usar aqueles legumes e frutas, que, por serem da estação, ligam todos bem. É aproveitar para libertar essa chama criativa que há em si. As minhas pêras já estavam pela hora da morte, por isso mesmo é que as resolvi usar. Mas não são uns amassos que me param: retire a parte amassada e guarde o que sobra. E coma. Ela está boa ainda, e cozinhada ainda vai ficar melhor. Esta receita deu, para mim, para 2 refeições, se ainda tiver fome junte lentilhas ou grão-de-bico cozidos. Precisa de: 4 a 5 ramos de kale 2 peras 1/4 de romã Uma mão cheia de nozes Azeite Sal pimenta preta Para o molho de tahini: 1/4 de chav de tahini Sum de 1/2 limão Sal 1 c chá de mostarda com sementes 1 c chá de geleia de agave Corte a kale em pedacinhos. Junte os ingredientes do molho numa taça. Misture bem. Junte água até ficar cremoso. Adicionar a kale, envolver com as manitas e massajar. Reservar. Cortar a pera em gomos. Não precisa de tirar a casca. Colocar numa frigideira com azeite e dourar. Quando estiver dourada polvilhe com um pouco de açúcar mascavado e caramelize-a. Coloque a kale num prato, disponha a pera, ponha pimenta preta a gosto, polvilhe os bagos de romã e as nozes picadas. E está pronto a comer. Mais rápido que um bitoque. Todo o charme do mês numa salada morna ❤️
Feijão fresco 🫘 Nesta época, a minha avó, que já cá não está, trazia estes feijões da praça e fazia-me uma massa com feijão divina. Se nunca provou estes feijões lindos, maravilhosamente salpicados de cor-de-rosa, é a altura. Eles andam aí pelos mercados. Não precisa de os demolhar, é tirá-los das vagens e estufá-los directo. Demoram, sei lá, uns 30 a 45 mn a cozer. Ficam com o aspecto do feijão manteiga depois de cozidos, perdem as vestimentas rosa, mas derretem-se na boca como nenhum outro. Junte couves, também da estação, cortadas grosseiramente de forma a manter aquele folhado natural, para cozerem lentamente com o feijão. Feijão e couves, tão simples, tão nutritivo e tão bom. Compre nas vagens. Demora a descascar mas vale mais que o tempo de que se passa no scroll infinito.
Feijão fresco 🫘 Nesta época, a minha avó, que já cá não está, trazia estes feijões da praça e fazia-me uma massa com feijão divina. Se nunca provou estes feijões lindos, maravilhosamente salpicados de cor-de-rosa, é a altura. Eles andam aí pelos mercados. Não precisa de os demolhar, é tirá-los das vagens e estufá-los directo. Demoram, sei lá, uns 30 a 45 mn a cozer. Ficam com o aspecto do feijão manteiga depois de cozidos, perdem as vestimentas rosa, mas derretem-se na boca como nenhum outro. Junte couves, também da estação, cortadas grosseiramente de forma a manter aquele folhado natural, para cozerem lentamente com o feijão. Feijão e couves, tão simples, tão nutritivo e tão bom. Compre nas vagens. Demora a descascar mas vale mais que o tempo de que se passa no scroll infinito.
Grounding 👣 Ligarmo-nos à Natureza é também ligarmo-nos a nós. Perdemos o equilíbrio quando nos fechamos em caixinhas de onde só vemos o prédio da frente e o céu. Passamos a vida calçados com sapatos com sola de borracha, vivemos no ar em andares longe da terra, já não sabemos o que dá cada estação e estamos sempre virados para o nosso próprio umbigo. Ir para a Natureza restaura o equilíbrio disto tudo, e isso é provado pelo grounding, ou “aterramento”. Aterrar é contactar com a carga eléctrica natural da terra, que vai estabilizar o corpo a níveis profundos, reduz inflamação, dores, stress, melhora a corrente sanguínea, energia, sono e melhora o bem estar geral. Recentemente vi um documentário (grátis no YouTube) que se chama “The Earthing Movie” que fala sobre a necessidade que temos de repor energias através de grounding – que, basicamente, é andar descalço na terra. Se é pessoa céptica, veja o filme, se não é, veja também. Sobretudo, descalce-se na praia, no campo, num jardim, em casa. Pisar a terra também é grátis. E que bom é ter os pés pretos 👣